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 Febre amarela: busca por vacinação causa tumulto
08 de janeiro de 2008 15h47 atualizado às 16h24

Centenas de pessoas comparecem diariamente ao Ambulatório Jardim Brasília, principal posto de vacinação contra a febre amarela em Águas Lindas (GO), município localizado a cerca de 50 km de Brasília. Segundo moradores, a desorganização acaba causando tumulto entre os pacientes que se dirigem ao local para fazer a vacina.

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"Tem que se preocupar com essas mortes que aconteceram. Acho melhor todos se preocuparem, pelo bem estar de todo mundo", afirmou a estudante Taís Cristina, após criticar a qualidade do atendimento prestado. "Acho que está muito desorganizado. Poderia haver uma fila e as mães com crianças pequenas e os deficientes deveriam ter um crédito".

Aposentado precocemente e com seqüelas após sofrer um acidente de trânsito, Abraão Oliveira da Costa, que tem direito a atendimento prioritário assegurado por lei, afirma não conseguir se vacinar há dois dias.

"Vim ontem e me disseram que acabaram as senhas. Hoje, voltei e disseram que só depois das 13h", contou o rapaz, que precisa caminhar mais de uma hora para completar o trajeto de casa até o posto de vacinação.

As reclamações não são restritas aos pacientes. Marina Melo, secretária da coordenação do ambulatório, disse que a demanda por atendimento tem sido superior a 300 vacinas diárias e lamentou a falta de compreensão da população local.

"A procura é muito grande. Nós não esperávamos uma quantidade dessas. Não fomos pegos de surpresa porque tínhamos doses suficientes. As pessoas estão apavoradas por causa das mortes que aconteceram e estão vindo de uma vez. A gente tenta organizar, mas o pessoal não quer compreender", disse a secretária.

A funcionária reconheceu as falhas no atendimento. Segundo ela, faltam atendentes para garantir um serviço adequado à população. "Precisaríamos de uma melhor organização, mas só temos duas pessoas trabalhando na vacinação. A demanda é muito grande para essas pessoas. Estamos disponibilizando gente de outros setores para poder organizar, mas mesmo assim está difícil", afirmou Marina.

Agência Brasil