Morre homem com suspeita de febre amarela no DF

08 de janeiro de 2008 • 14h23 • atualizado às 17h45
Moradores aguardam para receber a vacina contra a febre amarela, na Asa Norte, em Brasília Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Moradores aguardam para receber a vacina contra a febre amarela, na Asa Norte, em Brasília
08 de janeiro de 2008
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Jeferson Ribeiro
Direto de Brasília

Brasil


O paciente Graco Carvalho Abubakir, internado com suspeita de febre amarela, morreu nesta terça-feira em Brasília (DF), segundo a subsecretaria de Vigilânica à Saúde do Distrito Federal. Ele estava internado desde sexta-feira no Hospital Santa Luzia, em Brasília. O estado de saúde do homem era considerado muito grave.

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Esta é a terceira morte por suspeita da doença. Na noite de sexta-feira, João Batista Gonçalves morreu depois de ser internado com suspeita de ter contraído febre amarela. Ele sofreu três paradas cardíacas em um hospital de Goiânia (GO).

No sábado, um homem de 34 anos morador da cidade de São Sebastião, a cerca de 30 km do centro de Brasília, morreu no Hospital Regional da Asa Norte, no centro de Brasília, com sintomas da doença.

Segundo as avaliações clínicas, a vítima desta terça-feira era o que tinha os sintomas mais próximos da febre amarela. Porém, ainda será feita uma necrologia para determinar o motivo exato da morte.

Morador do Lago Norte, bairro de classe média alta de Brasília, Abubakir pode ter contraído o vírus da doença em Pirenópolis, em Goiás.

Em nota, o Hospital Santa Luzia (HSL) informou que Abukair morreu às 13h45. Segundo o infectologista responsável pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do HSL, Henrique Marconi Pinhati, o quadro do paciente evoluiu com condições de sangue incoagulável a seguir de falência circulatória, o levando a óbito.

Abukair era mantido por aparelhos respiratórios, medicações e hemodiálise, por estar com insuficiência hepática, insuficiência respiratória e insuficiência renal agudas.

O Ministério da Saúde mantém o alerta para possíveis casos de febre amarela no Distrito Federal e em Goiás. Nesses dois locais, a vacinação foi intensificada e 300 mil doses extras de vacina reforçaram os estoques da região Centro-Oeste. Na manhã de hoje, os secretários de Saúde de Goiás, Cairo Alberto de Freitas, e do Distrito Federal, José Geraldo Maciel, se reuniram com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Gerson Penna.

Penna afirmou que a medida foi tomada em resposta às mortes de macacos próximos de áreas urbanas. O risco de febre amarela em áreas urbanas, no entanto, está descartado. Segundo ele, desde 1942 não há registro de febre amarela urbana no Brasil.

Vacinação
A procura pela vacina contra a febre amarela nos postos de saúde do Distrito Federal foi intensa na manhã de hoje, depois do anúncio das primeiras suspeitas da doença em humanos. No entanto, ainda não há exames da Secretaria de Saúde do DF que comprovem que estão sejam vítimas da doença.

No Centro de Saúde nº 1 de Santa Maria, uma região administrativa do DF, a fila era longa e a espera pelo atendimento é de aproximadamente meia hora. A situação era a mesma nos centros de saúde de outras regiões como o Lago Sul e São Sebastião.

A demora no atendimento se justifica pela grande procura, segundo a administração dos postos. A área que mais demanda servidores é a de triagem, já que é preciso atentar para fatores como alergia a ovo, vencimento da vacina - se está prestes a completar dez anos ou não - entre outros.

De acordo com informações colhidas com funcionários dos postos, não há falta de vacina contra a febre amarela. Em São Sebastião, uma das áreas que mais registram casos de dengue no Distrito Federal (o mosquito transmissor da dengue é o mesmo que o da febre amarela, o Aedes aegypti), do dia 29 de dezembro ao dia 7 de janeiro foram aplicadas 6.138 vacinas. Somente ontem, foram 963. Em Santa Maria, são aproximadamente 1,5 mil doses diárias, nos dois postos de saúde da região administrativa.

Com informações da Agência Brasil

Redação Terra
 
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