Acusado de agredir doméstica tem liberdade negada

07 de janeiro de 2008 • 15h50 • atualizado às 15h50

O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, negou hoje a um dos cinco acusados de roubar e espancar uma empregada doméstica o direito de responder ao processo em liberdade. Júlio Junqueira Ferreira faria parte do bando que atacou a mulher numa parada de ônibus na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, em junho de 2007.

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Um dos argumentos da defesa do acusado era que a detenção foi determinada em decorrência da comoção pública que o caso provocou em todo o país. Além disso, os advogados do acusado afirmaram que ele deveria responder em liberdade porque é réu primário, tem bons antecedentes, é estudante, tem residência fixa e trabalho estável.

Contudo, a Justiça negou o pedido sob a justificativa de que faltavam nos autos do processo informações sobre a decisão do Supremo Tribunal de Justiça que negou o pedido de liberdade.

O bando morava em luxuosos condomínios na Barra da Tijuca. Eles são acusados de roubar e agredir com chutes no rosto a empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, 32 anos. O grupo teria rido e debochado da mulher, que esperava o ônibus para voltar para casa, em Imbariê.

Segundo a polícia, o grupo vinha de uma festa e teria consumido drogas. Após a prisão, eles afirmaram que tinham pensado que a mulher era uma "prostituta".

Um dos policiais afirmou que, em depoimento, os jovens riam e diziam que nada aconteceria a eles porque, no Rio de Janeiro, é comum matar e roubar sem que haja conseqüências.

Redação Terra
 
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