Identificados três mortos em explosão no Rio

06 de janeiro de 2008 • 05h55 • atualizado às 13h02
Técnico da Defesa Civil caminha entre os destroços da fábrica de fogos
Técnico da Defesa Civil caminha entre os destroços da fábrica de fogos
05 de janeiro de 2008
Fabio Motta/Agência Estado

Uma explosão em um fábrica clandestina de fogos, em São Gonçalo (RJ), ontem causou a morte de pelo menos três pessoas, que foram identificadas como Vítor Fróes dos Santos, 26 anos, Alexander Fonseca de Souza, 16 anos e Renato Arantes dos Santos, 17 anos. Os corpos estão no IML de Tribobó. Homens da Defesa Civil vão checar as condições dos imóveis atingidos nesta manhã.

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A explosão deixou ainda dois feridos. Outras duas pessoas podem estar desaparecidas - possivelmente dois dos sócios, um deles identificado como Alexandre Calmon e outro apenas como Adriano. Três casas foram destruídas e pelo menos outras 12 danificadas. Pedaços dos corpos das vítimas fatais foram encontrados a até 100 m do local do acidente. Móveis e eletrodomésticos foram lançados sobre casas vizinhas.

Após a explosão, a casa onde funcionava a fábrica, no segundo andar do número 4128 da rua João Manoel, incendiou e outras duas residências do primeiro andar foram destruídas. O que sobrou do imóvel terá de ser demolido. Cerca de 70 bombeiros dos quartéis de São Gonçalo e Niterói foram ao local para debelar as chamas e evitar novas explosões. Durante o trabalho de rescaldo foram encontrados materiais para confecção de fogos. Seis cães - um poodle e cinco pinchers - foram resgatados vivos.

A prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset (DEM) esteve no local do acidente e garantiu que o município dará todo apoio às vítimas. Moradores disseram que não tinham conhecimento da existência de uma fábrica de fogos no local.

A polícia do Rio de Janeiro vai investigar quem são os proprietários do estabelecimento. Eles devem ser indiciados por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

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