O secretário de Assuntos Institucionais e Políticas Públicas do PT-RS, Márcio Espíndola, negou na noite desta quinta-feira a afirmação do ex-chefe da Casa Civil e ex-deputado José Dirceu (PT-SP) de que a construção da sede do partido em Porto Alegre teria sido feita com dinheiro de caixa dois. Segundo ele, Dirceu estaria mal informado, visto que "a sede foi comprada e não construída".
As declarações de Dirceu foram dadas em uma entrevista à edição de janeiro da revista Piauí, que chegou hoje às bancas do País. Em um dos trechos, o ex-parlamentar diz que a sede "foi feita só com dinheiro de caixa dois".
Espíndola afirmou que a sede foi comprada com dinheiro arrecadado em uma campanha e com recursos provenientes de contrubuições que sobraram da época em que o partido governou o Estado. O secretário disse que não foi utilizado dinheiro do Diretório Nacional do PT e que as contas do Diretório Estadual do PT no Rio Grande do Sul estão abertas à sociedade.
O secretário acredita que as declarações de Dirceu formam uma "análise política própria" do que se passou dentro do PT nos últimos tempos e que "não se trata de uma desavença" do ex-deputado com a ala tida como esquerdista dentro do partido.
Ele disse que o PT-RS não vai comentar as denúncias contra Dirceu, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) na ação que julga o suposto caso do mensalão. "A Justiça é que vai tratar disso", afirmou.
- Redação Terra


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