» Pai de Ryan Gracie: "o meu filho era um herói"
Em nota oficial a Secretaria de Segurança Pública do Estado afirma que a Corregedoria está investigando todas as possíveis irregularidades envolvendo a morte de Ryan Gracie.
Em entrevista ao Fantástico, os familiares defenderam que Ryan não era um ladrão, mas sofria de distúrbio psicológico. Segundo depoimentos, nos dias anteriores ao da sua prisão, após atacar um motorista e um motociclista, ele estava sofrendo várias crises, afirmando que estava sendo perseguido.
Gracie foi encontrado morto na manhã de sábado, em uma delegacia de São Paulo, onde estava preso desde sexta-feira. O lutador de jiu-jítsu foi acusado de roubar um carro e tentar roubar outro, além de uma moto. Segundo o exame toxicológico, ele estaria sob o efeito de drogas.
Na noite de sexta-feira, Ryan Gracie foi levado para fazer exame no Instituto Médico Legal (IML) e um psiquiatra foi chamado pela família para atender o lutador, que estava agitado. Sabino Ferreira de Farias medicou Gracie e o acompanhou por algumas horas.
Segundo Flávia Gracie, Sabino quebrou várias ampolas e comprimdos para dar para Gracie, na frente de médicos do IML e policiais. "Eu falei, isso é muito remédio. Ele respondeu: 'Não se preocupa, ele é grande, ele agüenta'", disse ela.
A irmã ainda disse que, ao chegar na outra delegacia (após exame no IML), Gracie quase não estava andando. "Tivemos que segurar ele, por causa dos efeito dos remédios", afirmou.
Quando Sabino mediu sua pressão, estava alta, 17 por 12, disseram os familiares. As 6h do sábado, eles receberam visita de psiquiatra que veio cobrar R$ 5 mil pela consulta. Às 9h, eles dizem que foram chamados pelo carceiro da delegacia, dizendo que Ryan Gracie estava passando muito mal.
Redação Terra