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Faria Neto afirmou que propôs à família Gracie a transferência imediata do lutador para a Clínica Maxwell, de sua propriedade e localizada em Atibaia, município a 60 km de São Paulo, tão logo foi informado da prisão. "Mas disseram-me que o advogado desaconselhara a medida porque a prisão de Ryan fora feita em flagrante. O advogado me disse que era melhor esperar até o dia seguinte", afirmou.
O psiquiatra disse que nunca antes havia se defrontado com igual situação de "pressão extrema". "Você entraria em uma cela com um lutador de jiu-jítsu do tamanho do Ryan, completamente transtornado?", perguntou. "Eu, em vez de fugir, enfrentei a morte para socorrê-lo", disse o médico.
A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo assumiu ontem a investigação sobre as causas da morte de Ryan Gracie. Será investigado suposto erro médico ou morte acidental. Até então, o caso era conduzido pelo 91º Distrito Policial (Vila Leopoldina), onde o lutador morreu. Antes, a participação do órgão estava sendo a de apurar se policiais receberam dinheiro do psiquiatra para que Ryan tivesse privilégios na cela.
Conduta investigada
O atendimento prestado por Farias Neto ao lutador está sendo investigado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). Horas antes de ser encontrado morto na cela, Gracie tomou cinco medicamentos dados pelo médico para acalmá-lo e controlar sua pressão arterial.
Em declarações à imprensa, a irmã do lutador, Flávia Gracie, disse acreditar que o coquetel possa ter provocado a morte do irmão. O pai do lutador, Robson Gracie, afirmou que vai processar o médico. Farias Neto se defendeu afirmando que tinha apenas o intuito de acalmar o lutador com os remédios e que repetiria a dose dada ao paciente.
Redação Terra