Zelador: Gracie costumava chegar alterado em casa

18 de dezembro de 2007 • 08h09 • atualizado às 10h55
Segundo o zelador, o lutador teria usado uma faca para danificar o elevador do prédio Foto: Hermano Freitas/Terra
Segundo o zelador, o lutador teria usado uma faca para danificar o elevador do prédio
17 de dezembro de 2007
Foto: Hermano Freitas/Terra

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


O zelador do prédio em que Ryan Gracie morava, Francisco de Assis Araújo, afirmou na segunda-feira que era comum o lutador chegar alterado no prédio onde morava no Itaim Bibi, bairro nobre da zona sul de São Paulo. "Ele vinha daquele jeitão, brincava com a gente, a gente colocava ele no elevador, subia e botava ele para dentro do apartamento", declarou Araújo.

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Segundo o zelador, mesmo alterado, Gracie tratava bem os funcionários do prédio e não costumava promover arruaças no condomínio. Ele afirmou que teria tentado impedir o lutador de sair se tivesse tido oportunidade. "Eu não teria aberto a porta para ele se estivesse aqui", afirmou. Ao sair de casa na sexta-feira, Gracie teria roubado o carro de um vizinho e, logo em seguida, uma moto.

O corpo do lutador foi encontrado por volta de 8h da manhã de sábado durante uma revista na carceragem do 91° DP. O delegado Paulo William Oliveira Bittencourt informou que ele e o carcereiro encontraram Gracie deitado de lado, como se estivesse dormindo.

Ao ser preso, o advogado do lutador disse à polícia que ele sofria de problemas psicológicos. O lutador afirmou na delegacia que estava sendo perseguido por bandidos que estariam tentando matá-lo.

Araújo afirmou ainda que o lutador costumava ter outro comportamento quando a mãe estava hospedada em sua casa. "Ela vinha e ficava dois, três meses, daí eu gostava, ele virava outra pessoa", conta.

O médico psiquiatra Sabino Ferreira de Farias Neto, que cuidou do lutador, terá sua conduta médica avaliada pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo. A Corregedoria da Polícia Civil apura a possibilidade de suborno de policiais no caso.

Redação Terra
 
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