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Mensalão: acusação é absurda, diz João Paulo Cunha

17 de dezembro de 2007 12h18 atualizado às 21h25

O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) prestou depoimento na manhã desta segunda-feira à 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília. Acusado de participação no esquema do mensalão, o ex-presidente da Câmara do Deputados disse à juíza Maria de Fátima Costa que a denúncia contra ele é "absurda".

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O caso do mensalão consistiria em um esquema de compra de votos de parlamentares e foi denunciado pelo ex-deputado Roberto Jefferson em 2005. A denúncia contra os 40 acusados foi apresentada ao STF pela Procuradoria Geral da República em 2006 e acatada pelo tribunal em agosto deste ano.

"Considero absurda a denúncia visto que a prova mais cabal da correção de presidente da Câmara foi a minha absolvição no Plenário e, posteriormente, ser o deputado mais votado do PT em São Paulo", disse.

O deputado saiu satisfeito do depoimento. "Estamos restabelecendo o início da verdade e da Justiça", disse. O advogado dele, Alberto Toron, afirmou que o cliente não foi acusado de ser integrante de quadrilha. "Isso mostra o dissociamento dele diante dos fatos que se convencionou chamar de mensalão", afirmou.

João Paulo Cunha foi um dos 18 deputados absolvidos dos processos de cassação do escândalo conhecido como mensalão. No depoimento, de duas horas e meia, o deputado se manteve cabisbaixo e só foi enfático quando se defendeu da acusação de ter beneficiado a empresa de publicidade SMPB, do empresário mineiro Marcos Valério, acusado de ser o núcleo central do esquema.

João Paulo Cunha afirmou que não direcionou os contratos fechados com a Câmara dos Deputados e a empresa de Marcos Valério. Segundo ele, o presidente da Câmara não tinha poder de influência na composição da comissão de licitação. O deputado admitiu que sacou R$ 50 mil do Banco Rural, mas reiterou que acreditava que eram recursos da direção Nacional do PT, por isso, pediu para que a mulher sacasse no caixa.

No dia 12 de novembro, o STF converteu o processo em ação penal. Com a mudança, os 40 acusados passaram a responder como réus. Entre hoje e amanhã, cinco envolvidos devem prestar depoimento. O deputado e ex-presidente do PT José Genoino deve ser ouvido a partir das 14h30.

Redação Terra