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 Helicóptero de Papai Noel leva 2 tiros no Rio
17 de dezembro de 2007 03h59 atualizado em 18 de dezembro de 2007 às 04h26

Nem Papai Noel está livre da disputa pelo controle das favelas do Rio. Um helicóptero que transportava o Bom Velhinho e se preparava para distribuir presentes para crianças no Complexo da Maré, zona norte, acabou virando alvo na briga pelas bocas-de-fumo de duas comunidades. A aeronave foi atingido por duas balas de fuzil na tarde de ontem.

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O atentado aconteceu quando o helicóptero sobrevoava a favela Vila do João, controlada pela facção Amigos dos Amigos (ADA), de Marco Antonio Pinto Menezes, o Quengão. Ninguém ficou ferido.

A festa de Natal aconteceu no interior da favela Baixa do Sapateiro, que é dominada por um grupo rival, o Terceiro Comando Puro (TCP), e seria controlada por Nei da Conceição Cruz, o Facão. O criminoso está preso em Bangu 1, mas ainda teria domínio na comunidade.

O helicóptero, modelo Jet Ranger 206, de uma empresa particular com sede no Recreio dos Bandeirantes, foi perfurado na transmissão e no reservatório de óleo. Apesar do incidente, não houve problemas no pouso.

Tiros
Segundo policiais militares do 22º BPM (Maré), foram ouvidos muitos tiros quando o helicóptero se preparava para pousar. A ação seria em represália à iniciativa da comunidade rival. A festa teria sido promovida pela Associação de Moradores. A empresa responsável pelo fretamento da aeronave foi procurada, mas ninguém foi localizado para comentar o incidente.

Há dois meses, os traficantes da Vila do João e da Vila dos Pinheiros tentaram invadir o Morro do Timbau, localizado ao lado da Favela Baixa do Sapateiro. Na ocasião, a Polícia Militar foi acionada e prendeu 12 bandidos, armados com fuzis, pistolas e granadas, que participaram da tomada da comunidade rival. Houve tiroteio e foi preciso reforçar o policiamento nas duas comunidades.

O episódio de ontem, segundo policiais, pode provocar revide dos traficantes da Baixa do Sapateiro.

Até rota de avião é alterada
No dia 27 de novembro, outro helicóptero foi alvejado por tiro disparado por traficantes. O aparelho Esquilo, da Base de Aviação do Exército, em Taubaté (SP), sobrevoava o Complexo do Alemão quando um projétil de fuzil atingiu o interior da cabine. Na ocasião, PMs faziam operação na região.

Ninguém se feriu. A aeronave, em missão administrativa, pousou na Base Aérea do Galeão e retornou a Taubaté no mesmo dia.

O caso não foi o primeiro em que a violência do tráfico trouxe riscos para quem sobrevoa o Rio. Em junho, guerra entre bandidos nos morros Chapéu Mangueira e da Babilônia, no Leme, alterou a rota de aviões da ponte aérea Rio-São Paulo. Pilotos mudaram o percurso das aeronaves devido ao intenso tiroteio.

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