Ryan Grace amanheceu morto em uma cela de delegacia neste sábado, em São Paulo |
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
São Paulo
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A Secretaria de Segurança Pública não soube informar as causas da morte do lutador, que havia sido preso nesta sexta-feira, acusado de roubar um veículo. Ele foi encontrado sozinho na cela. Peritos do Instituto de Criminalística estão no local para identificar as causas da morte.
Ele foi levado para o 91ºDP, uma delegacia de transferência, depois de passar por um exame toxicológico no Instituto Médico Legal (IML) e sair tarde do local. Hoje ele retornaria para o 15ºDP, onde foi detido ontem.
Segundo o delegado Marcelo Reinaldo Castro, Gracie não foi dopado ou medicado, demonstrando tranqüilidade quando foi levado ao IML. Os resultados do exame não foram divulgados.
Prisão
De acordo com informações da polícia, Gracie foi detido na sexta-feira por motoboys, após tentar roubar a moto de um deles.
Antes, Gracie teria roubado um carro e ferido uma das mãos do motorista, um idoso de 76 anos. Na fuga, colidiu o carro e teria tentado roubar outro veículo, sem sucesso. Ao abordar um motoqueiro, que reagiu ao suposto assalto, o lutador foi detido pelos motoqueiros.
Gracie, que é de uma família de lutadores, ganhou cinco Prides, a Copa Company McDonald's de Judô, o Panamericano de Jiu-Jitsu em 1997, peso pesadíssimo, o Campeonato Brasileiro de 1997 e o Campeonato Sem Quimono.
Perseguição
Após a prisão, o advogado de Gracie, Rodrigo Souto, disse à polícia que o lutador toma medicamentos controlados e sofre de problemas psicológicos.
À polícia, o lutador alegou que estava sendo perseguido por bandidos que estariam tentando matá-lo.
Redação Terra