Após renunciar à presidência, Calheiros é absolvido

04 de dezembro de 2007 • 20h37 • atualizado às 21h33
Dos 80 senadores que votaram, 29 votaram pela cassação, 48 pela absolvição e houve três abstenções
Dos 80 senadores que votaram, 29 votaram pela cassação, 48 pela absolvição e houve três abstenções
04 de dezembro de 2007
Geraldo Magela/Agência Senado/Divulgação

Maria Clara Cabral e Jeferson Ribeiro
Direto de Brasília

Brasília


Após renunciar à presidência do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) foi absolvido do processo por quebra de decoro parlamentar das acusações de que teria usado laranjas para comprar emissoras de rádio em Alagoas. Assim, Calheiros continua como senador e a Casa terá que eleger um novo presidente. Dos 80 senadores que votaram, 29 votaram pela cassação, 48 pela absolvição e houve três abstenções. Calheiros abriu mão do voto.

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Essa é a segunda vez que o peemedebista é absolvido em Plenário. No outro processo, 40 senadores entenderam que ele não quebrou o decoro ao usar um lobista para pagar suas contas pessoais. Outros 35 votaram pela cassação e seis pela abstenção.

Calheiros responde ainda a mais dois processos no Conselho de Ética. Um que investiga sua participação em um esquema de desvio de recurso em ministérios comandados pelo PMDB e outro que apura se ele mandou espionar seus colegas Marconi Perillo (PSDB-GO) e Demóstenes Torres (Democratas-GO).

Além disso, uma outra representação está paralisada na mesa da Casa, ou seja, ainda não foi enviada ao Conselho. "Não conheço nenhuma denúncia com profundidade ou documentos contra mim", disse o ex-presidente do Senado sobre os casos.

Após a renúncia de Calheiros, o presidente interino, Tião Viana (PT-AC), convocou uma reunião de líderes para terça-feira da semana que vem para definir a data da eleição que vai eleger o novo presidente do Senado. O PMDB também vai realizar reunião de sua bancada nesta quinta-feira.

Pela tradição, o partido com a maior bancada, no caso o PMDB, define o nome do presidente. A intenção do líder, Valdir Raupp (RO), é que haja um consenso entre os quatro nomes colocados até agora - Garibaldi Alves (PMDB-RN), Neuto de Conto (PMDB-SC), Valter Pereira (PMDB-MS) e Gerson Camata (PMDB-ES). Caso não se chega a esse acordo, no entanto, o PMDB deve realizar eleições internas.

Redação Terra
 
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