O médico anestesista Natal Alves Arantes foi condenado pelo juiz substituto Alessandro Manso e Silva, da 12ª Vara Criminal de Goiânia, a pena de 1 ano de detenção por lesão corporal culposa cometida contra o engenheiro Steiner Teles da Cruz. Ele foi acusado de ter causado lesão neurológica grave no engenheiro durante uma cirurgia no joelho em 2003, na Clínica de Ortopedia e Traumatologia de Goiânia (COT). Outro médico acusado, Ricardo José de Couto, foi absolvido pelo juiz.
O engenheiro, que vive hoje em estado semivegetativo, deu entrada no centro cirúrgico do COT para se submeter a uma artroscopia no joelho direito que foi realizada por Couto. Arantes ficou a cargo da anestesia. Após a cirurgia, por volta das 15h30, o engenheiro foi encaminhado à enfermaria onde permaneceu inconsciente até as 19h, quando a enfermeira plantonista, preocupada com a demora da vítima em acordar, avisou os dois médicos.
Segundo a promotoria, Arantes foi negligente e imprudente porque, "ao ser informado do estado da vítima, chegou ao COT esquecendo-se de trazer consigo sua maleta com os equipamentos de trabalho inerentes à sua função".
No entendimento do MP, em decorrência disso, o engenheiro sofreu cianose, que é o arroxeamento das extremidades do corpo, e anoxia cerebral, ou seja, falta de oxigenação no cérebro, as quais, juntas, lhe ocasionaram seqüelas graves.
A pena do médico, no entanto, por ele possuir os requisitos exigidos em lei foi substituída pelo pagamento de 40 salários mínimos que serão destinados a instituições filantrópicas, conforme informações do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.
- Redação Terra


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