A saída antecipada de oficiais e praças das Forças Armadas será barrada pelo plano estratégico da Defesa, a ser anunciado em setembro do ano que vem. O problema está em discussão nos comandos militares.
» Jobim faz reunião para definir salário de militares
» Leia mais notícias do jornal O Dia
"Estamos perdendo elementos estratégicos", repete um dos comandantes em todas as reuniões que participa. Hoje a saída é barrada por uma compensação ao Tesouro Nacional pelos anos de estudo. Tenente da Marinha que deixou o serviço após 10 anos revelou, como saiu aqui semana passada, que lhe cobraram R$ 187 mil pelas aulas na Escola Naval e por curso de aperfeiçoamento. O tempo de serviço abate a dívida. A intenção dos estudos na Defesa é frear a saída com mais incentivos à permanência: melhores soldos, reaparelhamento dos quartéis e, no caso dos praças, plano de promoções aos moldes do que beneficia os oficiais. Não está descartado, porém, o aumento do tempo de serviço para reduzir o valor das indenizações. Há quem defenda o fim do abatimento.
Com isso, o tenente da Marinha teria que pagar os R$ 187 mil e não os R$ 10 mil que estão sendo cobrados após descontados seus 10 anos de serviço. Enquanto o freio não sai, as baixas vão crescendo. O balanço mais recente revela que 136 oficiais pediram e conseguiram sair. A triste expectativa é que o número final deste ano, que sai nos primeiros meses de 2008, vá mostrar que o recorde do ano passado (206 baixas) será superado com ligeira folga.

- O Dia - © Copyright Editora O Dia S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O Dia.


Assista agora »
Assista agora »