Governadora: prisão de adolescente é "barbárie"

27 de novembro de 2007 • 18h39 • atualizado às 22h48

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, reconheceu nesta terça-feira, durante a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, que o caso da jovem que foi presa em uma carceragem com outros 20 homens foi uma "barbárie". "Nós reconhecemos que esse fato é uma barbárie e eu digo que é uma sucessão de erros e equívocos graves e nós vemos que não é um caso isolado", destacou a governadora.

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"Mas que ele sirva de exemplo para que isso possa de vez ser extirpado no Brasil, porque isso demostra também que o próprio sistema foi extremamente falho, desde delegado, a Justiça, o Ministério Público, a defensoria. Então, que todos possam também apurar suas responsabilidades", completou Ana Júlia.

Ela disse ainda que dos 132 municípios do Estado onde existem delegacias, 123 não têm espaço adequado para as mulheres. Segundo a governadora, o governo já iniciou a reforma de cinco e a construção de seis novas delegacias com espaço adequado para as presas. A governadora reconheceu que o caso ocorrido em seu Estado foi uma agressão aos direitos humanos.

No início da audiência, o delegado-geral da Polícia do Estado do Pará, Raimundo Benassuly, questionou a capacidade mental da menina que não informou ser menor de idade. Depois, em entrevista, ele disse que se expressou mal.

"Eu não me expressei bem. A nossa preocupação é com relação ao estado psicológico e mental dela. Afinal de contas, ela sofreu várias violências e essa constatação implica na investigação para responsabilizar as pessoas que a submeteram as violências sexuais que ela relatou em seu depoimento", disse o delegado.

Agência Brasil
 
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