PA: delegado diz que se expressou mal sobre jovem

27 de novembro de 2007 • 12h08 • atualizado às 20h11

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


Delegado-geral do Pará, Raymundo Benassuly, disse hoje que se expressou mal ao afirmar, durante a audiência no Congresso, que a jovem apreendida com 20 presos em uma delegacia no Pará devia ter algum tipo de "debilidade mental" ao não manifestar a sua idade. Ele tentou se justificar dizendo que essa foi uma hipótese levantada porque ela já havia sido apreendida em junho deste ano. Ele presumiu que esta não teria sido a primeira vez que a garota teria sido violentada pelos presos que ocupavam a mesma cela.

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"Presume-se que ela já foi violentada outras vezes. Em junho deste ano ela foi presa no mesmo local. Por isso, acredito que a violência já venha acontecendo desde junho", admitiu o delegado. Ele disse que, na ocasião, a garota foi presa em flagrante ao tentar entrar em uma residência.

"Por isso, houve a preocupação de ela ter sofrido algum tipo de abalo psicológico", disse o delegado. "Eu me manifestei de forma incorreta, quis dizer que a violência que ela sofreu, durante tanto tempo, poderia ter causado deficiência".

O delegado-geral do Pará também disse que a responsabilidade sobre o caso é de todos aqueles que tem relação direta com o processo. Segundo ele, o Estado conta com apenas 2,3 mil policiais para os 143 municípios, sendo que apenas duas delegacias têm celas separadas para homens e mulheres. Segundo Benassuly, 14 delas encontram-se em condições subumanas.

Redação Terra
 
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