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As intervenções no Complexo da Penha estão orçadas em R$ 400 milhões. Ainda não há previsão sobre o volume de investimentos necessários para as reformas no Jacarezinho. A inclusão do Complexo da Penha e do Jacarezinho no PAC está nos planos do governador Sérgio Cabral, que deve tratar do assunto durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Pavão-Pavãozinho, sexta-feira. O governo do Rio vai buscar financiamento no Banco Mundial (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O objetivo do governo do estado é criar uma espécie de cadastro de reserva de projetos para o PAC. São duas as apostas: uma segunda fase de investimentos sob a rubrica do PAC ou a possibilidade de outros estados não iniciarem as obras até a data-limite imposta pelo presidente Lula para o começo dos trabalhos, dia 28 de fevereiro. Caso isso ocorra, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já avisou que os recursos serão transferidos para outras iniciativas.
"Queremos estar prontos se isso vier a acontecer. Vamos buscar recursos para reurbanizar o maior número possível de comunidades do Rio", afirmou o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, que está desenvolvendo os projetos para a Penha e o Jacarezinho.
UERJ
O governo fechou convênio de R$ 1,5 milhão com a Uerj, para a elaboração dos novos projetos. Os principais focos serão saneamento, alargamento e ampliação de vias, recuperação ambiental e construção de áreas de lazer. Os trabalhos serão coordenados pela Empresa de Obras Pública do Estado do Rio de Janeiro (Emop).
O PAC já prevê investimentos no Alemão, com R$ 495 milhões; no Complexo de Manguinhos, R$ 235 milhões; Rocinha, R$ 110 milhões; em favelas da bacia dos rios Iguaçu e Sarapuí, na Baixada Fluminense, R$ 75 milhões; Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, R$ 35,3 milhões; Jardim Catarina 2, em São Gonçalo, R$ 26 milhões; e Morro do Preventório, em Niterói, R$ 22 milhões.
A Secretaria de Segurança Pública do Rio está planejando para breve operações de ocupação no Morro da Providência, no Centro, para dar cobertura à chegada do Exército Brasileiro à favela. Quem garante é o próprio secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. "O Exército tem obras planejadas a serem feitas no Morro da Providência. Então nós vamos proporcionar segurança para a Engenharia do Exército proceder as obras", disse Beltrame.
As Forças Armadas subirão o morro para dar apoio aos engenheiros do Instituto Militar de Engenharia e técnicos que trabalharão no projeto Cimento Social, desenvolvido com apoio da Universidade de São Paulo (USP). O projeto, custeado com verbas do governo federal, consiste no revestimento de algumas casas e até na construção de novos muros com uma argamassa especial, mais resistente, capaz de evitar que tiros de fuzil ultrapassem as paredes, a fim de impedir que balas perdidas atinjam moradores.

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