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 Teleférico vai ligar 23 favelas do Rio de Janeiro
27 de novembro de 2007 08h25 atualizado às 08h37

Mais dois complexos de favelas reféns da violência na cidade do Rio vão passar por reformas amplas de reurbanização, saneamento e acessibilidade. O Complexo da Penha e a favela do Jacarezinho, ambos na zona norte, devem ser incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. A principal obra prevista é a construção de um teleférico no Complexo da Penha. Ele vai ligar a estação de trem do bairro ao Parque da Misericórdia. Neste local, também ficará a estação final do teleférico que vai ser construído no Complexo do Alemão - com recursos já garantidos pelo PAC. Com isso, 23 favelas terão sistema de transporte integrado. » Opine sobre o assunto
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As intervenções no Complexo da Penha estão orçadas em R$ 400 milhões. Ainda não há previsão sobre o volume de investimentos necessários para as reformas no Jacarezinho. A inclusão do Complexo da Penha e do Jacarezinho no PAC está nos planos do governador Sérgio Cabral, que deve tratar do assunto durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Pavão-Pavãozinho, sexta-feira. O governo do Rio vai buscar financiamento no Banco Mundial (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O objetivo do governo do estado é criar uma espécie de cadastro de reserva de projetos para o PAC. São duas as apostas: uma segunda fase de investimentos sob a rubrica do PAC ou a possibilidade de outros estados não iniciarem as obras até a data-limite imposta pelo presidente Lula para o começo dos trabalhos, dia 28 de fevereiro. Caso isso ocorra, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já avisou que os recursos serão transferidos para outras iniciativas.

"Queremos estar prontos se isso vier a acontecer. Vamos buscar recursos para reurbanizar o maior número possível de comunidades do Rio", afirmou o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, que está desenvolvendo os projetos para a Penha e o Jacarezinho.

UERJ
O governo fechou convênio de R$ 1,5 milhão com a Uerj, para a elaboração dos novos projetos. Os principais focos serão saneamento, alargamento e ampliação de vias, recuperação ambiental e construção de áreas de lazer. Os trabalhos serão coordenados pela Empresa de Obras Pública do Estado do Rio de Janeiro (Emop).

O PAC já prevê investimentos no Alemão, com R$ 495 milhões; no Complexo de Manguinhos, R$ 235 milhões; Rocinha, R$ 110 milhões; em favelas da bacia dos rios Iguaçu e Sarapuí, na Baixada Fluminense, R$ 75 milhões; Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, R$ 35,3 milhões; Jardim Catarina 2, em São Gonçalo, R$ 26 milhões; e Morro do Preventório, em Niterói, R$ 22 milhões.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio está planejando para breve operações de ocupação no Morro da Providência, no Centro, para dar cobertura à chegada do Exército Brasileiro à favela. Quem garante é o próprio secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. "O Exército tem obras planejadas a serem feitas no Morro da Providência. Então nós vamos proporcionar segurança para a Engenharia do Exército proceder as obras", disse Beltrame.

As Forças Armadas subirão o morro para dar apoio aos engenheiros do Instituto Militar de Engenharia e técnicos que trabalharão no projeto Cimento Social, desenvolvido com apoio da Universidade de São Paulo (USP). O projeto, custeado com verbas do governo federal, consiste no revestimento de algumas casas e até na construção de novos muros com uma argamassa especial, mais resistente, capaz de evitar que tiros de fuzil ultrapassem as paredes, a fim de impedir que balas perdidas atinjam moradores.

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