O coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Néri, a falta de saneamento não induz tanto à mortalidade de crianças com até 1 ano de idade. "Ou seja, é mortalidade na infância e não infantil, porque acontece que a criança (com) até 1 ano de idade fica mais em casa, mais próxima da mãe, enquanto uma criança de 1 a 6 anos brinca mais próximo da vala negra. Ela está mais exporta às doenças do saneamento".
Néri acrescentou que "a chance de uma criança de 1 a 6 anos morrer pelo fato de que não dispõe de esgoto tratado é 32% maior do que uma criança que não tem esgoto". Esse é, disse Néri, um dos principais resultados da pesquisa.Marcelo Néri informou que entre as crianças de 1 a 6 anos, os meninos são os mais suscetíveis às doenças causadas pela falta de tratamento de esgoto, devido ao fato de brincarem mais fora de casa do que as meninas. A pesquisa também mostra que o esgoto não tratado aumenta em 30% as chances de crianças morrerem ainda no útero. "Então, de 0 a 1 (ano de idade) é pouco afetado, de 1 a 6 é bastante e pré-natal também é bastante afetado", disseo especialista da FGV.
Marcelo Néri afirmou que há correlação entre a falta de esgoto e a mortalidade na infância. O Estados que apresentam os mais altos índices de mortalidade na infância são Sergipe e Ceará. A pesquisa aponta que 2,2% do total de filhos caçulas de 1 a 6 anos morreram nos últimos cinco anos em Sergipe e 1,87% no Ceará, no mesmo período. A média nacional é de 0,96%, de acordo com dados de 2006.
Agência Brasil