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A reportagem observa que o Brasil pretende gastar US$ 4,6 bilhões em compras de equipamentos para defesa em 2008, contando com um aumento de 50% do orçamento militar em relação a este ano.
O jornal comenta que, ao contrário de outros países da região que recentemente anunciaram um programa de rearmamento militar, como a Venezuela e o Chile, "os brasileiros não empregarão a maior parte deste dinheiro em compras no mercado internacional de armas, mas sim desenvolverão uma indústria bélica própria que, além de garantir uma dependência menor de sistemas estrangeiros, colocará o Brasil como referência para outros países na hora de fazer suas próprias aquisições".
"O Brasil intensificará a fabricação de aviões de combate e treinamento, sistemas anti-tanque, veículos blindados, barcos pequenos, equipamentos eletrônicos, radares e munição em um ambicioso programa respaldado por capital privado nacional", relata a reportagem.
O jornal afirma ainda que "em paralelo, começou o deslocamento permanente de tropas na fronteira amazônica, com a construção de uma cadeia de bases militares que vigiem a linha fronteiriça mais extensa da América do Sul".
A reportagem diz que a pressa brasileira se justifica pelo fato de que em 2008 terá sido concluído o programa de rearmamento chileno e a Venezuela terá recebido grande parte de suas compras de armamentos realizadas nos últimos anos.
"O Brasil é qualificado habitualmente com o título de gigante latino-americano, e agora importantes setores do Exército começaram a reclamar que o gigante comece a atuar", diz o jornal.
A reportagem comenta ainda que "algumas vozes, não autorizadas mas significativas" já chegaram a defender o desenvolvimento de armas atômicas para proteger o território brasileiro, como o general José Benedito de Barros Moreira, secretário de Política, Estratégia e Relações Internacionais do Ministério da Defesa. "O mundo carece de água, energia, alimentos e minerais, e o Brasil é rico em tudo isso", justificou assim sua posição Moreira, segundo o jornal.
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