Rio: caveirão é atingido por bomba no Alemão

24 de novembro de 2007 • 19h11 • atualizado às 19h59
A explosão e o fogo danificaram o motor e estilhaçaram os vidros blindados do veículo, que teve de ser rebocado por um caminhão guincho Foto: Carlos Wedre/O Dia
A explosão e o fogo danificaram o motor e estilhaçaram os vidros blindados do veículo, que teve de ser rebocado por um caminhão guincho
24 de novembro de 2007
Foto: Carlos Wedre/O Dia

Francisco Edson Alves

Rio de Janeiro


Um veículo blindado do 16º Batalhão da Polícia Militar (Olaria), conhecido como caveirão, foi atingido neste sábado por uma bomba incendiária durante uma operação realizada na favela da Chatuba, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. A explosão e o fogo danificaram o motor e estilhaçaram os vidros blindados do veículo, que teve de ser rebocado por um caminhão guincho. Não houve feridos na explosão.

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Após intenso tiroteio, um homem identificado como Peixe e tido como traficante pela polícia morreu com um tiro na cabeça. Ao lado do corpo foram encontrados dois carregadores de pistola.

"Nosso objetivo é reprimir o tráfico de drogas, principalmente durante bailes funk, e retomar territórios dominados por bandidos. Essas operações terão continuidade. Vamos repetí-las quantas vezes for preciso", disse o comandante do 16º BPM, coronel Marcus Jardim.

Para os moradores da Penha, a manhã de sábado foi de terror com o intenso tiroteio entre traficantes e os homens do 16º BPM (Olaria), com apoio do Batalhão de Choque (BPChoq) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Por quase duas horas seguidas, trocas de tiros e explosões de granadas assustaram motoristas e pessoas que residem na região.

Os principais acessos aos morros da Chatuba e da Fé ficaram fechadas por mais de cinco horas. Ônibus e carros foram impedidos de circular em algumas vias.

"Foi um tumulto danado. Muitas pessoas se jogaram no chão e se esconderam dentro de lojas com medo de balas perdidas", contou o auxiliar de enfermagem Giuliano Cerqueira Marins Júnior, 27 anos.

Quem aguardava para ser atendido na emergência do Hospital Getúlio Vargas também ficou assustado com o som dos tiroteios. "Entramos em pânico. Parecia que os tiros estavam sendo dados na direção do hospital", comentou a doméstica Altamira Sanches Machado, 48 anos. Os atendimentos, porém, não foram interrompidos.

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