A explosão e o fogo danificaram o motor e estilhaçaram os vidros blindados do veículo, que teve de ser rebocado por um caminhão guincho |
Francisco Edson Alves
Rio de Janeiro
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Após intenso tiroteio, um homem identificado como Peixe e tido como traficante pela polícia morreu com um tiro na cabeça. Ao lado do corpo foram encontrados dois carregadores de pistola.
"Nosso objetivo é reprimir o tráfico de drogas, principalmente durante bailes funk, e retomar territórios dominados por bandidos. Essas operações terão continuidade. Vamos repetí-las quantas vezes for preciso", disse o comandante do 16º BPM, coronel Marcus Jardim.
Para os moradores da Penha, a manhã de sábado foi de terror com o intenso tiroteio entre traficantes e os homens do 16º BPM (Olaria), com apoio do Batalhão de Choque (BPChoq) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Por quase duas horas seguidas, trocas de tiros e explosões de granadas assustaram motoristas e pessoas que residem na região.
Os principais acessos aos morros da Chatuba e da Fé ficaram fechadas por mais de cinco horas. Ônibus e carros foram impedidos de circular em algumas vias.
"Foi um tumulto danado. Muitas pessoas se jogaram no chão e se esconderam dentro de lojas com medo de balas perdidas", contou o auxiliar de enfermagem Giuliano Cerqueira Marins Júnior, 27 anos.
Quem aguardava para ser atendido na emergência do Hospital Getúlio Vargas também ficou assustado com o som dos tiroteios. "Entramos em pânico. Parecia que os tiros estavam sendo dados na direção do hospital", comentou a doméstica Altamira Sanches Machado, 48 anos. Os atendimentos, porém, não foram interrompidos.
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