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TO: mortos são velados em biblioteca pública

25 de novembro de 2007 14h24 atualizado às 14h28

A falta de espaço para a realização de velórios em Gurupi (TO), cidade de 75 mil habitantes a 245 km de Palmas, faz com que os mortos tenham de ser velados em locais alternativos, como a Biblioteca Municipal Deusina Martins Ribeiro e o Centro Cultural Mauro Rocha, instalados no mesmo prédio.

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Construído em 1999, o local já teve de suspender suas atividades culturais mais de 20 vezes nos últimos seis anos para dar lugar a despedidas fúnebres.

O presidente do Conselho Municipal de Cultura, Fernando Scotta, lamenta a situação. "O Centro Cultural não foi feito para esse fim, de modo que os velórios atrapalham inclusive nossas atividades administrativas", disse. Segundo Scotta, os funcionários são liberados do trabalho durante a realização dos velórios.

Fantasmas
O público que quiser pegar ou devolver um livro Biblioteca Municipal Deusina Martins Ribeiro, instalada no Centro Cultural, também precisa esperar as atividades fúnebres terminarem. Além disso, boatos de que o local é assombrado estão amedrontando as crianças que freqüentam o espaço.

Descontente com a situação, a classe de artistas locais cobra uma solução das autoridades. "Existe um regimento interno que proíbe esse tipo de atividade lá dentro e, por isso, estamos revoltados. Nós esperamos que as autoridade tomem consciência de que o espaço não tem essa finalidade", afirmou Eliosmar Veloso, presidente da Academia Gurupiense de Letras.

Segundo ele, nem artistas são velados no Centro Cultural, como o músico José Américo Gonzaga, que morreu no dia 21 de setembro, e o escritor da Academia Gurupiense de Letras Milton Loureiro, falecido em 31 de outubro. "O local é de alegria e não de tristeza. Nós respeitamos as famílias, mas não podemos aceitar isso", disse Veloso.

Para o chefe de gabinete da prefeitura de Gurupi, Divino Alan, a falta de salas para a realização dos velórios é a principal causa do problema. "O cemitério municipal possui apenas uma sala para velório, mas devido à distância, já que ele se encontra localizado a 20 km da cidade, as cerimônias acabam inviabilizadas e a prefeitura concede a autorização nas dependências do Centro Culutral devido a praticidade", contou.

Para contornar a situação, a prefeitura realizará uma licitação entre as empresas funerárias da cidade, na qual a vencedora terá um prazo de 90 dias para construir duas novas salas.

Redação Terra