A Operação de Olho na Placa, que fiscalizou veículos irregulares em 212 pontos no Estado de São Paulo, promovida nesta quinta-feira pelas secretárias da Fazenda e de Segurança, com auxílio das polícias Militar e Civil, autuou 1.826 motoristas por terem endereços falsos em outros Estados. Eles foram conduzidos à delegacias para serem registrados boletins de ocorrência de falsidade ideológica e sonegação fiscal. Com informações da rádio Jovem Pan.
» vc repórter: mande fotos e notíciasA operação é um novo plano do Estado para combater a guerra fiscal da regularização de automóveis. Segundo o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, em um ano, o rombo nos cofres paulistas chega a R$ 1 bilhão, devido a perda de arrecadação de impostos (IPVA e ICMS) de veículos licenciados em outros Estados.
"As alíquotas dos outros Estados são semelhantes, mas há uma distorção por parte deles, promovendo uma guerra fiscal, atraindo motoristas daqui de forma ilícita", afirmou Costa, citando os governos de Paraná e Tocantins.
Segundo o secretário, este tipo de operação se estenderá até 2008. "Fica o alerta aos motoristas que não estão devidamente regularizados", disse. Além da autuação de veículos licenciados ilegalmente em outros Estados, também foram registradas 1.364 ocorrências por outros tipos de irregularidades, como falta de equipamentos.
Os policiais registraram 23.369 ocorrências. Na capital, foram montadas 50 blitze e, de acordo com o Secretário de Segurança, Ronaldo Marzagão, no total, 3.180 policiais militares e 500 policiais civis participaram das blitze com 848 viaturas. Os dois secretários avaliaram a operação como um "sucesso".
No entanto, a operação causou grandes transtornos no trânsito em São Paulo. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), registrou 135 km de congestionamento no período da manhã e 202 km no período da tarde. O secretário da Fazenda afirmou que não teve outra maneira de identificar os veículos licenciados em outras federações, pois elas não quiseram passar as informações. "É uma guerra fiscal, não há interesse por parte deles passar estes dados", justificou.
- Redação Terra


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