Tião: dane-se quem especula o futuro de Renan

21 de novembro de 2007 • 10h01 • atualizado às 20h30

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), classificou de "delírio paranóico" as especulações em torno da possível volta ao cargo do presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Para Tião Viana, o prolongamento da licença ou o retorno ao posto de presidente são prerrogativas regimentais, que competem única e exclusivamente ao próprio Calheiros. "Se alguém estiver aborrecido com o bom cumprimento do regimento, como se diz popularmente, dane-se", disse Tião Viana ao chegar ao Senado hoje cedo.

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"O que não pode é ficar um ambiente de especulação como se fosse um delírio paranóico de que tem perseguição para 'A' ou para 'B', só porque as decisões regimentais não agradam a 'A' ou a 'B', afirmou Tião.

A licença de 45 dias de Calheiros termina no próximo domingo. Ontem, ele afirmou que irá aguardar a definição do calendário de votações dos processos a que responde no Conselho de Ética antes de decidir se estende a licença. O julgamento dele, que estava marcado para amanhã, foi adiado depois que o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), comunicou que só irá apresentar o parecer sobre o caso na Comissão de Constituição e Justiça no próximo dia 28.

A decisão de Arthur Virgílio decorreu de notícias de que Renan Calheiros teria acertado um acordo com o governo para absolvê-lo em troca da aprovação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A previsão é de que o julgamento dele em Plenário seja no dia 4 de dezembro.

Tião Viana afirmou que a pauta do Plenário - que está trancada por três medidas provisórias e um projeto de conversão - deve começar a ser destravada na sessão de hoje. Para isso, acredita na presença dos senadores da base governista para começar as deliberações.

"O governo tem a obrigação de colocar os 41 votos em Plenário, no mínimo", disse fazendo referência ao quórum mínimo para votações na Casa.

Com a pauta trancada, não há contagem de prazos para votações de matérias como a CPMF. Ainda assim, Tião Viana trabalha com a possibilidade de votação do primeiro turno da emenda no dia 14 de dezembro."Acho que há prazo suficiente para a matéria ser votada em dois turnos neste exercício legislativo".

Agência Brasil
 
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