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Lula pede que movimento negro se unifique por estatuto

20 de novembro de 2007 13h37 atualizado às 15h40

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na tarde dessa terça-feira durante cerimônia de comemoração do Dia da Consciência Negra que os negros precisam amadurecer sua consciência política e se unir em torno da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial. O projeto tramita há quase uma década no Congresso Nacional. Lula orientou ainda os movimentos sociais dessa área a deixar a teoria de lado e adotar o lado prático do Estatuto.

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"Ou vocês se convencem, e aqui vai um recado para os deputados, que o Estatuto só será aprovado quando os movimentos tiverem uma única proposta, ou senão vamos completar 100 anos como o Niemeyer (o arquiteto Oscar Niemeyer) e não teremos o Estatuto. Enquanto tiver gente defendendo a proposta A, gente defendendo a proposta B e outros que não querem nem uma e nem outra e construindo uma proposta C, os deputados vão pensar na próxima eleição e não vão querer brigar com ninguém", disse Lula.

Para Lula, os movimentos têm que "amadurecer politicamente". "Será que vocês não aprenderam que quanto mais a gente diverge entre nós, mais nossos adversários crescem?", questionou o presidente em tom professoral. "Tudo o que um político quer é não se meter na encrenca dos outros", afirmou.

Lula reclamou ainda da postura das pessoas que não querem o avanço dos negros e das classes mais pobres no Brasil. "Nesse País, tem gente que está comendo ou já comeu e pensa que se dane (em relação aos outros). Tem gente que fica perguntando: porque tem que ter pobre aqui? Porque que tem que ter curso à noite", disse em referência aos universitários que não aceitam a convivência com pobres e negros nas instituições.

Redação Terra