Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Brasília
» Líder do PSDB será relator na CCJ
» Oposição tenta adiar votação de Calheiros
» OAB defende cassação de Calheiros
» CPMF pode beneficiar Calheiros
Salvatti garantiu que não fará nenhuma indicação para que sua bancada vote a favor ou contra a perda de mandato de Calheiros. "Não existe nenhum acordão, nenhum acordinho. As coisas (CPMF e Calheiros) não estão interligadas e eu, como líder, não tomarei nenhuma ação para vinculá-las", afirmou.
A senadora petista também disse estranhar a intenção da oposição de tentar adiar a votação do processo de Calheiros no Plenário para depois da votação da CPMF. Ela diz que há um acordo estabelecido com todos os líderes para que o processo de cassação se encerre rapidamente.
Ideli lembrou ainda que se os oposicionistas realmente quisessem adiar o julgamento de Calheiros, poderiam ter usado de manobras protelatórias anteriormente e não apenas agora.
"Eu não estou entendendo. Fizemos um acordo de encerrar essa discussão logo. Eles poderiam ter pedido vista no Conselho de Ética e não o fizeram. Parece que a oposição está querendo fazer confusão tendo em vista que eles já perderam o relator da CPMF na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)", afirmou.
"O PT não fechará questão, não indicará voto e não vou fazer nenhuma pressão, pois a votação do Renan é juízo de valores", completou.
A votação do relatório de Jefferson Peres (PDT-AM), que concluiu que Calheiros utilizou laranjas para comprar emissoras de rádio em Alagoas, deve ser colocada em votação no Plenário na semana que vem. Hoje, o relator da matéria na CCJ, Arthur Virgílio, anunciou que não apresentará seu relatório nesta semana.
Redação Terra