Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Brasília
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Viana garantiu que, uma vez realizada a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira, a votação no Plenário acontece no dia seguinte. "O único imprevisto que pode ocorrer é a CCJ. Mas o presidente da CCJ (Marco Maciel) já me assegurou que colocará o parecer, o relatório sobre o caso do senador Renan para votar na quarta-feira. Sendo assim, eu asseguro para o cumprimento da agenda que quinta-feira nós tenhamos julgado o processo que envolve o presidente afastado do Senado", disse.
Viana afirmou ainda que a busca de Calheiros por sua absolvição faz parte do processo democrático. "A luta do senador Renan Calheiros de procurar votos pela sua absolvição e a luta daqueles que defendem a sua condenação faz parte do processo democrático que a Casa vai viver até o dia de quinta-feira. Essa imprevisibilidade eu penso que cabe agora às observações e ao registro da imprensa", afirmou.
O presidente interino da Casa tentou se isentar sobre o debate sucessório e as especulações sobre a troca de votos. "Havendo a renúncia do senador Renan antes, durante ou após o dia de quinta-feira, o meu papel será convocar a eleição do Senado para até cinco dias após a data da renúncia", disse. "É um assunto que diz respeito a cada um, eu penso, e não deve ser tratado como uma tese partidária, uma tese política, mas uma questão de consciência", completou.
Viana elogiou também a mudança de sessão secreta para aberta: "é uma mudança a favor da transparência da instituição, porque já temos projeto de resolução votado. A sessão será aberta com o voto secreto".
No primeiro processo, em que Calheiros foi absolvido, a sessão foi secreta.
Redação Terra