Calheiros: Viana garante votação antes da CPMF

19 de novembro de 2007 • 15h31 • atualizado às 15h31

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), confirmou nesta segunda-feira que a votação do processo de cassação contra o presidente licenciado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai acontecer na quinta. O temor da oposição é que o PT vote pela absolvição do peemedebista em troca de votos para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.

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Viana garantiu que, uma vez realizada a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira, a votação no Plenário acontece no dia seguinte. "O único imprevisto que pode ocorrer é a CCJ. Mas o presidente da CCJ (Marco Maciel) já me assegurou que colocará o parecer, o relatório sobre o caso do senador Renan para votar na quarta-feira. Sendo assim, eu asseguro para o cumprimento da agenda que quinta-feira nós tenhamos julgado o processo que envolve o presidente afastado do Senado", disse.

Viana afirmou ainda que a busca de Calheiros por sua absolvição faz parte do processo democrático. "A luta do senador Renan Calheiros de procurar votos pela sua absolvição e a luta daqueles que defendem a sua condenação faz parte do processo democrático que a Casa vai viver até o dia de quinta-feira. Essa imprevisibilidade eu penso que cabe agora às observações e ao registro da imprensa", afirmou.

O presidente interino da Casa tentou se isentar sobre o debate sucessório e as especulações sobre a troca de votos. "Havendo a renúncia do senador Renan antes, durante ou após o dia de quinta-feira, o meu papel será convocar a eleição do Senado para até cinco dias após a data da renúncia", disse. "É um assunto que diz respeito a cada um, eu penso, e não deve ser tratado como uma tese partidária, uma tese política, mas uma questão de consciência", completou.

Viana elogiou também a mudança de sessão secreta para aberta: "é uma mudança a favor da transparência da instituição, porque já temos projeto de resolução votado. A sessão será aberta com o voto secreto".

No primeiro processo, em que Calheiros foi absolvido, a sessão foi secreta.

Redação Terra
 
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