Oposição tenta adiar votação de Calheiros

19 de novembro de 2007 • 13h28 • atualizado às 13h46

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


A oposição deve se reunir nesta terça-feira para articular uma manobra com o objetivo de adiar a votação da perda de mandato do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcada para esta quinta no Plenário. Os oposicionistas acreditam que a sessão antes da votação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) possa facilitar a absolvição do peemedebista. A análise é de que o PT votaria contra a perda de mandato de Calheiros para conseguir votos de peemedebistas pela CPMF.

» Calheiros pode deixar presidência
» Calheiros acredita em acordo
» CPMF pode beneficiar Calheiros
» Calheiros sem "saudade" do gabinete

O senador Demóstenes Torres (Democratas-GO) confirmou que a bancada aguarda apenas a volta do líder José Agripino Maia (RN), que está em viagem ao exterior, para definir uma estratégia sobre o caso. Uma hipótese levantada para retardar a votação do processo é adiar a análise do processo de cassação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O processo pede a perda de mandato de Calheiros por ele ser suspeito de ter usado laranjas para comprar emissoras de rádios em Alagoas.

Torres lembra que o presidente da comissão, Marco Maciel (Democratas-PE), que define a pauta de votações no colegiado, é de um partido da oposição. "Vamos tentar uma articulação com o PSDB para ver o que fazemos. Mas vale lembrar que o processo ainda tem que passar pela CCJ, que está nas mãos de um democrata", afirmou.

Paralelamente à tentativa da oposição de adiar a votação, os senadores criticaram a possível troca de votos entre a base aliada. "Se houver um acordo do governo seria um acordo espúrio", classificou Demóstenes Torres.

O tucano Papaleo Paes (AP) faz a mesma avaliação. "Eu acredito que seja desinteligente por parte do governo aconselhar seus aliados a votarem a favor de Renan", disse. "Matematicamente hoje acho que o Renan vai ser absolvido, em uma troca equivocada da votação da CPMF. Por isso o PMDB não deixaria a votação acontecer depois", completou.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »