Paula Sarapu
Rio de Janeiro
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Filho do comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, o almirante-de-esquadra Álvaro Augusto Dias Monteiro, e da professora do Instituto Benjamin Constant Lúcia Maria Filguieras da Silva Monteiro, Luciano, estudante de Engenharia, disse que não sabe o que passou pela cabeça do grupo para agir daquela forma. Segundo ele, os três (um menor também participou da agressão) não tinham bebido nem usado drogas.
"Não somos disso. A imprensa exagerou ao nos chamar de pitboys. Na delegacia, olhei nos olhos dela e pedi desculpas porque era a única coisa que eu podia fazer. O castigo em casa vai começar quando a punição da Justiça acabar aqui", declarou.
Fernando, que cursa Comunicação, também tem consciência da decepção que causou aos pais. O estudante contou que foram horas de bronca. Os rapazes devem prestar depoimento na 16ª DP (Barra), na quarta-feira, pelo furto do extintor.
"Meus pais ficaram muito chateados, mas me apoiaram porque assumi o erro. Se tivessem feito com alguém da minha família, eu também não ia gostar", afirmou Fernando.
A decisão de prestar serviços para a Comlurb foi dos próprios jovens, dentro das opções oferecidas pelo juiz Joaquim Domingos de Almeida Neto, do Juizado Especial Criminal da Barra da Tijuca. No sábado, eles recolheram 11 sacos, com cerca de 200 quilos de lixo. "Não me sinto envergonhado nem humilhado de estar fazendo esse trabalho, que é tão digno e importante quanto o trabalho do meu pai", disse Luciano.
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