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Estudo: rota de armas é a mesma há 100 anos

18 de novembro de 2007 15h47 atualizado às 16h32

Um dos mercados ilegais mais antigos do País usa as mesmas rotas há mais de 100 anos. Segundo o coordenador de pesquisas do projeto Controle de Armas de Fogo da organização não-governamental (ONG) Viva Rio, Pablo Dreyfus, as rotas do tráfico de armas são as mesmas do tempo do Brasil colônia. Em conferência realizada no Rio de Janeiro, ele apontou a corrupção como principal obstáculo para a eliminação das rotas.

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"As rotas de contrabando raramente e historicamente mudam. O que muda é o 'modus operandi' do contrabandista ou do traficante, o produto e o nível de violência. Mas as mesmas rotas que eram usadas para contrabandear café do Brasil para o Paraguai e cigarro do Paraguai para o Brasil são exatamente as mesmas usadas hoje para contrabandear armas e cocaína", alerta Dreyfus.

Segundo ele, a rota mais forte do contrabando de armas passa pelo Paraguai. O que não significa dizer que a maior parte das armas é fabricada no país. "O que há é um tráfico transnacional que vem da China, do Oriente Médio, passa escondido pelo Paraguai e de lá vem ilegalmente para o Brasil."

De acordo com Dreyfus, em São Paulo, o armamento que chega é composto por pistolas e revólveres, com predomínio da fabricação nacional. Já no Rio, o armamento pesado e estrangeiro predomina por conta das brigas por território entre facções do tráfico.

Para o coordenador do Viva Rio, o controle do tráfico de armas deve priorizar as malhas rodoviárias brasileiras, maximizando investimentos na área de inteligência, para que o Brasil possa cooperar com os órgãos de inteligência dos países vizinhos.

Agência Brasil