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Berzoini: 3º mandato é para quem quer aparecer

18 de novembro de 2007 10h05

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), deputado Ricardo Berzoini, garante que a discussão sobre o terceiro mandato para Luiz Inácio Lula da Silva não existe e nunca existiu dentro do PT. O partido, aliás, é contra a instituição da reeleição. Comportamento, segundo ele, adotado desde 1995, "quando a reeleição foi inventada pelos tucanos". "Continuamos pensando da mesma maneira. Essa coisa de terceiro mandato é para quem quer vender jornal e aparecer nas manchetes. O PT é contra", disse.

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Segundo Berzoini, o PT é um partido diferente dos outros e a opinião dos militantes é determinante para a tomada de decisões. O parlamentar petista afirmou ainda que a relação do PT com o governo Lula deve ser de respeito e apoio permanente, mas, também, de formulação de propostas e disputa de posições com outras forças políticas da base de sustentação.

Berzoini enfatizou a necessidade de uma reforma política no país. "Para nós, a realização de uma reforma política que corrija a atual privatização do sistema político deve ser prioridade para o governo, assim como o combate às desigualdades sociais e regionais", afirmou.

Berzoini defendeu também a necessidade de rever o papel do Senado e diz que é preciso convocar uma constituinte exclusiva que analise o tempo de mandato dos senadores, o fim da eleição casada de suplentes, entre outras questões. "Não temos posição sobre uma eventual extinção do Senado, mas achamos que as sucessivas crises políticas que vivemos são alimentadas pela concepção de nosso sistema político".

Ricardo Berzoini é candidato à reeleição à presidência do PT. Ele comentou as principais tarefas da próxima direção nacional: implementar as resoluções do congresso do PT realizado este ano, coordenar as campanhas eleitorais de 2008 e preparar o PT para vencer, se possível com candidato próprio, as eleições de 2010.

"O 3º Congresso demonstrou o vigor de nossa militância e a sua disposição de participar da gestão do partido. A direção tem de responder a isso criando a Escola Nacional do PT, que será responsável pela nossa política de formação, implantando o Orçamento e o Planejamento participativo no partido e também o nosso Sistema Nacional de Comunicação, renovando o diálogo com os Movimentos Sociais, estimulando o surgimento de uma organização de juventude forte e investindo claramente na aproximação da direção nacional com as direções estaduais, tanto do ponto de vista orçamentário como, principalmente, do ponto de vista político ", acrescentou Berzoini.

De acordo com Berzoini, o futuro do PT está muito ligado ao futuro do Brasil. Ele ressalta o papel do partido no restabelecimento e fortalecimento da democracia brasileira.

"Nossa história será mais frutífera quanto mais organizadas e sólidas forem as instituições da República", concluiu.

Jornal do Brasil
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