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Rio terá helicóptero blindado após morte de agente

16 de novembro de 2007 03h33

Os entraves burocráticos para a compra do helicóptero blindado Huey II, com capacidade para seis atiradores de precisão, estão sendo removidos. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou o governo do Rio de Janeiro a fazer a importação do equipamento, orçado em cerca de R$ 8 milhões.

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A decisão foi negociada entre o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, há três semanas, durante evento que promoveu o lançamento do novo modelo de passaporte no Rio. Beltrame explicou os entraves e pediu para que Jobim ajudasse. O ministro da Defesa teria pedido para que a Anac acelerasse o processo de autorização do uso do helicóptero pela polícia do Rio.

Agora, é a vez do governador Sérgio Cabral. Como o modelo do equipamento é de um padrão usado apenas pelas Forças Armadas, o governo federal deverá editar uma medida provisória (MP) para alterar a legislação. Cabral terá que pedir para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elabore a MP o mais rápido possível, a fim de que o prazo estabelecido para que o helicóptero passe a operar - fevereiro - seja cumprido.

A morte do agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) Eduardo Henrique Mattos teve origem em uma tentativa de invasão da facção criminosa Comando Vermelho ao Morro do Adeus, em Ramos, no Rio de Janeiro. O helicóptero da Core foi em socorro a policiais da 21ª DP (Bonsucesso) que ficaram encurralados quando acompanhavam um oficial de Justiça no Adeus.

Na ocasião, o morro estava sob o comando de Antônio José de Souza Ferreira, o Tota, que também controla o tráfico no Complexo do Alemão e teria agido com 60 homens armados em apoio a comparsas da comunidade vizinha.

O tiro de fuzil que atingiu o policial no helicóptero teria partido do Alemão, segundo o delegado da Core, Rodrigo Oliveira. Se tivesse partido do Adeus, diz, a bala não teria se alojado na cabeça, mas sim atravessado.

Na operação policial no Adeus, seis pessoas foram presas e indiciadas por tráfico, associação para o tráfico e homicídio. Um dia depois, Fábio Brum Camargo, o Carão, 24 anos, foi apontado como assassino de Eduardo pelo delegado da 21ª DP, Aldari Vianna. Carão era um dos bandidos que, de cima do telhado de uma casa no Morro do Adeus, trocavam tiros com os policiais.

Após a contestação da Core, o delegado logo voltou atrás, dizendo que havia apenas reproduzido o depoimento de Carão, dado informalmente aos policiais da delegacia. Agentes da Core confirmam que Carão é um dos envolvidos.

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