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Participam da ação seis fiscais da Anvisa e seis servidores da Vigilância Sanitária do Estado, além de agentes da PF. Nesta terça, a Anvisa também atua em parceria com as Vigilâncias estadual do Rio Grande do Sul e municipal de Porto Alegre na fiscalização da venda do Glivec, que pode ter sido falsificado no Rio de Janeiro e comercializado na capital gaúcha. Três fiscais da agência foram deslocados para o sul do País.
Até o final da tarde, foram constatadas irregularidades fiscais e sanitárias nos locais inspecionados no Rio de Janeiro, como ausência de autorização e alvará de funcionamento. Em Porto Alegre, os fiscais da Anvisa e da Vigilância estadual apreenderam duas caixas de Glivec falsificado que era comercializado por uma distribuidora da capital.
Cada caixa de Glivec apreendida continha 30 comprimidos. No mercado, o medicamento chega a ser comercializado por R$ 10 mil.
O Glivec é um medicamento conhecido como inibidor de proteína utilizado no tratamento de pacientes adultos com leucemia mielóide crônica (LMC), na fase incial da doença. O Glivec também é indicado para o tratamento de pacientes adultos com a doença já em estágio avançado.
As investigações da Anvisa começaram a partir de denúncia feita à Agência por um hospital de Porto Alegre. Após análises, a Anvisa constatou que houve falsificação do lote Z0047 do Glivec, fabricado em janeiro deste ano, com validade até dezembro de 2008 e na versão 400mg do medicamento. A Agência já notificou a Novartis a realizar o recolhimento de todos os produtos do referido lote no país. Os demais lotes do Glivec continuam sendo comercializados e distribuídos sem restrições.
Por medida de precaução e proteção à saúde, a Anvisa publicará resolução no Diário Oficial da União de quarta-feira determinando a suspensão do comércio e uso, em todo o país, do lote Z0047 do medicamento Glivec. A resolução determinará, ainda, a apreensão e inutilização do medicamento Glivec que foi falsificado.
Redação Terra