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 Especialista: "playboys do ecstasy" buscam ascensão rápida
11 de novembro de 2007 12h20

A prisão de um grupo de jovens, a maioria de classe média alta, vendendo ecstasy, acende o debate do que leva pessoas que têm boas condições sociais a entrarem para a criminalidade. Para a mestre em psicologia clínica e uma das integrantes do Programa de Estudos e Atenção a Dependência Químicas, da Universidade de Brasília (UnB), Carla Dalbosco, "eles buscam, como os de classe mais baixa, a ascensão social muito rápida, com dinheiro fácil".

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A especialista ressalta ainda que não é simples explicar o que leva pessoas de classe média a venderem as drogas. Na opinião da psicóloga, o mundo atual do consumo "desenfreado" pode ser um dos impulsionadores. Mesmo tendo condições de vida favoráveis, muitos ainda "querem mais".

Além disso, Carla diz que as famílias com dinheiro acreditam que fornecendo a seus filhos bens materiais é suficiente. "A família de classe média está muito perdida. A família acha que os jovens, quando têm bens materiais não precisam de mais nada. Mas não é bem assim. Muitas vezes os jovens precisam de outra coisa, como carinho, diálogo. Os pais também estão cada vez mais ausentes, não param em casa. Muitos nem falam com os seus filhos", disse.

Por essa razão, explica a psicóloga, os jovens estariam cada vez mais esvaziados. "Eles estão esvaziando em certo sentido e acabam entrando nesse mundo, até da venda, para superar isso".

Raves
Segundo Carla Dalbosco, as festas que duram muitas horas podem influenciar o consumo de drogas, principalmente de ecstasy, que são "animadoras". As raves também são freqüentadas, na grande parte, por pessoas de nível social mais alto, que acabam tendo muito contato com a droga.

Ela alerta, no entanto, que o consumo é motivado na maioria das vezes pelos amigos. Alguns com o intuito de fazer parte do grupo acabam entrando no mundo das drogas. "A droga faz parte do nosso mundo há muito tempo. Agora estamos tendo uma alteração do consumo, que cresce descontroladamente. Hoje é o prazer pelo prazer", afirma Carla.

Redação Terra