Michelle Sousa
Direto de João Pessoa
São Paulo
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Cássio Cunha Lima e José Lacerda já foram cassados no dia 30 de julho pelo TRE da Paraíba por causa da distribuilção de cheques considerada ilegal durante período eleitoral sob forma de programa assistencial a carentes. Eles permanecem no cargo por força de uma liminar do TSE até que seja julgado o mérito do recurso em Brasília.
Na sessão de hoje, o corregedor eleitoral Carlos Eduardo Leite Lisboa, relator do processo movido pelo Ministério Público Eleitoral, apresentou diversos trechos extraídos de matérias do jornal e de colunas sociais e políticas. Ele entendeu que houve intensa propaganda do governo e promoção pessoal do governador reeleito.
Para o relator, houve uso ilegal também do parque gráfico público. Lisboa foi contundente ao afirmar que o jornal oficial tratou a divulgação das ações do governador de formas "sub-reptícia, velada e às vezes intensa e escancarada".
Ao terminar sua explanação, ele pediu a cassação do governador e do vice José Lacerda (Democratas), inelegibilidade e multa de R$ 100 mil para Cunha Lima e para o superintendente do jornal A União, Itamar Cândido.
Um grupo de advogados fez a defesa do governador, do vice e do superintendente. O advogado Fábio Andrade solicitou questão de ordem para que fossem desconsideradas as alegações do relator sobre as colunas, pois isso não era objeto da petição inicial da ação, mas a questão foi descartada.
O julgamento será retomado na próxima semana. A defesa espera reverter os efeitos do voto do relator a partir da tese de que ele foi além do que pedia o Ministério Público.
Redação Terra