O relatório sobre execuções arbitrárias, sumárias ou extrajudiciais da Organização das Nações Unidas pode afastar ainda mais o Brasil de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. A avaliação é do vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa Fluminense, deputado Marcelo Freixo (Psol).
» Rio: mortes em confronto sobem 33,5%
» Alemão: há indícios de execução sumária
» ONU investigará atuação da polícia
» Opine sobre o assunto
O documento é elaborado pelo australiano Philip Alston, que está em missão oficial no País desde o fim de semana. Ele já se reuniu com representantes da sociedade e do governo de São Paulo e deve chegar ao Rio de Janeiro nesta terça-feira.
"Agora é decisivo. O governo Lula deveria estar bastante preocupado com o resultado dessa avaliação que o relator da ONU vai fazer. O relator não é um fiscal, mas vai elaborar um documento importante. Isso pode influenciar qualquer decisão relacionada à conquista de um assento permanente no Conselho de Segurança", afirmou Freixo.
Segundo o deputado, o representante da ONU irá visitar o complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio, onde deve colher depoimentos de moradores. Autoridades da área de segurança pública também serão ouvidas. A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia vai acompanhar as atividades.
O objetivo principal do relator é verificar se houve excesso na operação que deixou 19 mortos no complexo do Alemão, em junho deste ano. As vítimas foram baleadas em tiroteios entre traficantes e policiais civis e militares e agentes da Força Nacional de Segurança. Entidades de Direitos Humanos acreditam que inocentes tenham sido executados, mas o governo fluminense nega.
- Redação Terra


Assista agora »
Assista agora »