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Parte dos vôos executivos do aeroporto de Congonhas, também na capital paulista, foi transferida para o Campo de Marte após o acidente com o Airbus da TAM que fez 199 vítimas fatais em julho deste ano.
"A infra-estrutura que as empresas de aviação criaram em Congonhas não pode ser transferida. Os problemas do Campo de Marte são iguais ou piores que os de lá. Entre eles, a proximidade do tráfego aéreo de Guarulhos", disse Silva, que também é professor universitário e brigadeiro reformado da Aeronáutica.
Inaugurado em 1920, o aeroporto Campo de Marte fica a 8 km do centro de São Paulo e recebe grande demanda de vôos executivos. Entre junho e setembro deste ano, o número de passageiros transportados no aeroporto subiu de 89.774 para 157.601, um aumento de mais de 75%.
Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), Alberto Febeliano, o Campo de Marte tornou-se a única alternativa viável para os táxis aéreos e aviões de pequeno porte em São Paulo.
"Em Guarulhos, os aviões pequenos só podem ficar por duas horas. Em Congonhas, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) restringiu para 17 o número de vôos. A opção que nós temos é o Campo de Marte", explicou.
Febeliano também considera a estrutura do aeroporto inadequada. "Alguns hangares do Campo de Marte são tão antigos e pequenos que não permitem a entrada de aviões mais novos", concluiu.
Agência Brasil