Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Brasília
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O requerimento, que foi protocolado com 209 deputados e 38 senadores, conta agora com 134 nomes de parlamentares da Câmara dos Deputados e 36 assinaturas de senadores. Para aprovação, o apoio mínimo de deputados é 171. O mínimo de nomes no Senado é de 27 assinaturas.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado Sílvio Torres (PSDB-SP), criadores da CPI, têm até o dia da leitura do documento no Plenário do Congresso Nacional para colher as assinaturas necessárias. A previsão é que a reunião aconteça na próxima terça-feira.
A assessoria de imprensa do senador Álvaro Dias disse que ele tem algumas assinaturas "reserva", mas não soube precisar se elas serão suficientes. Da tribuna, o senador tucano reclamou da interferência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que pediu a não instalação da comissão.
Na terça-feira, o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, disse que a Fifa não iria permitir que o Comitê Organizador do Mundial fosse submetido a uma CPI.
"Agora, há uma pressão inusitada sobre os senadores e os deputados. Recebo a notícia de que deputados e senadores já retiraram as assinaturas do requerimento que propõe a instalação dessa CPI. É uma interferência indevida, que afronta o Congresso Nacional", disse o senador Álvaro Dias.
"Se a interferência é indevida, indago: é compatível com a dignidade da função parlamentar sucumbir diante de uma pressão dessa natureza, aceitar esse tipo de interferência indevida, uma afronta à soberania do Congresso Nacional?", questionou.
O parlamentar também indagou do que a CBF teria medo com o início de uma investigação. "A indagação que faço, que devo fazer, é: por que temem tanto a instalação de uma CPI? Até porque dizem sempre que CPI termina em pizza!", ironizou.
"Não entendo, então, se termina em pizza, porque tanto receio de uma CPI. Quem teme tem o que esconder. E certamente não é pouco o que querem esconder. Querem esconder muito, porque muito fazem em matéria de corrupção no futebol brasileiro", afirmou o parlamentar.
A assessoria de imprensa da CBF não foi encontrada para comentar as afirmações do parlamentar.
Redação Terra