Sargento e os pais são suspeitos de matar mulher

29 de outubro de 2007 • 21h56 • atualizado às 22h31

Anna Ruth Dantas
Direto de Natal

São Paulo


O sargento da Aeronáutica Andrei Bratkowski Thies, que trabalha no Esquadrão de Material Bélico da Base Aérea de Natal, e os pais dele, Amilton e Mariana Bratkowski, são os principais suspeitos de terem assassinado a dona de casa Andréia Rosângela Rodrigues, 37 anos, que estava desaparecida desde o dia 22 de agosto. A Polícia do Rio Grande do Norte encontrou nesta segunda-feira o corpo de Andréia, enterrado no quintal da casa onde residem os pais de Andrei, na zona sul da capital potiguar. A vítima e o sargento eram casados.

O corpo estava enrolado em um saco de acampamento militar e enterrado a cerca de 1 m da superfície. A última vez que foi vista, Andréia estaria em casa, na manhã do dia 22 de agosto, quando a filha de 12 anos, de um relacionamento anterior ao com o sargento, saiu de casa para ir ao colégio.

Na volta da escola, o militar já estava na porta de casa esperando a menina e dizendo que ela não poderia entrar em casa, já que a mãe havia ido comprar cigarro e tinha desaparecido. O sargento só prestou queixa à polícia pelo desaparecimento da mulher dias depois, dizendo que ela teria abandonado ele e as filhas.

Investigações preliminares apontaram que o militar já teria agredido e ameaçado de morte a mulher. O sargento é considerado o principal suspeito, mas nega o crime. Ainda segundo a polícia, os pais do militar não gostavam da vítima por não considerarem ela a "esposa ideal" para o filho.

No mês passado, o delegado Raimundo Rolim conseguiu na Justiça o mandado de prisão preventiva do militar. Ele está preso há 31 dias.

No diário da filha mais velha da vítima, a polícia encontrou registros que apontariam os maus tratos que Andréia, a criança e a irmã de 9 meses sofriam. Em um dos trechos, ela diz que as três chegaram a passar fome, por uma negativa do militar para comprar comida.

Na véspera do desaparecimento da mãe, a menina escreveu no diário que houve uma grande briga dentro de casa. O sargento Andrei teria agredido Andréia e dito para a criança que no dia seguinte ela acordaria órfã.

A criança está com os avós maternos, que residem no Rio Grande do Sul. A menina de 9 meses ficou com os pais de Andrei.

Redação Terra
 
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