Anna Ruth Dantas
Direto de Natal
São Paulo
O corpo estava enrolado em um saco de acampamento militar e enterrado a cerca de 1 m da superfície. A última vez que foi vista, Andréia estaria em casa, na manhã do dia 22 de agosto, quando a filha de 12 anos, de um relacionamento anterior ao com o sargento, saiu de casa para ir ao colégio.
Na volta da escola, o militar já estava na porta de casa esperando a menina e dizendo que ela não poderia entrar em casa, já que a mãe havia ido comprar cigarro e tinha desaparecido. O sargento só prestou queixa à polícia pelo desaparecimento da mulher dias depois, dizendo que ela teria abandonado ele e as filhas.
Investigações preliminares apontaram que o militar já teria agredido e ameaçado de morte a mulher. O sargento é considerado o principal suspeito, mas nega o crime. Ainda segundo a polícia, os pais do militar não gostavam da vítima por não considerarem ela a "esposa ideal" para o filho.
No mês passado, o delegado Raimundo Rolim conseguiu na Justiça o mandado de prisão preventiva do militar. Ele está preso há 31 dias.
No diário da filha mais velha da vítima, a polícia encontrou registros que apontariam os maus tratos que Andréia, a criança e a irmã de 9 meses sofriam. Em um dos trechos, ela diz que as três chegaram a passar fome, por uma negativa do militar para comprar comida.
Na véspera do desaparecimento da mãe, a menina escreveu no diário que houve uma grande briga dentro de casa. O sargento Andrei teria agredido Andréia e dito para a criança que no dia seguinte ela acordaria órfã.
A criança está com os avós maternos, que residem no Rio Grande do Sul. A menina de 9 meses ficou com os pais de Andrei.
Redação Terra