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 Polícia: assassino pode ser conhecido de estudante
29 de outubro de 2007 18h27 atualizado em 30 de outubro de 2007 às 10h55

Não há consenso se Amanda recebeu ou não um telefonema antes de desaparecer. Foto: Roberto Ortega/Divulgação

Não há consenso se Amanda recebeu ou não um telefonema antes de desaparecer
Foto: Roberto Ortega/Divulgação

O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Sérgio Luiz Barroso, afirmou nesta segunda-feira à rádio CBN que trabalha com a hipótese de que o responsável pela morte da estudante Amanda Rossi, 22 anos, seja alguém próximo à vítima.

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Segundo ele, o local onde a estudante foi encontrada era isolado e pouco movimentado. "Acredito que a pessoa que estava com ela seja conhecida, por ela ter ido até aquele local", disse Barroso. Apesar disso, ainda não há suspeitos.

Inicialmente, as suspeitas eram de que um ferimento na cabeça da estudante tivesse causado a morte, mas informações preliminares, repassadas ao delegado pelo Instituto Médico Legal (IML), de que a causa da morte foi asfixia por esganadura, descartam essa hipótese. "A esganadura pode ter acontecido com a vítima inconsciente, já que não há sinais de defesa nas mãos da vítima", disse o Barroso.

"A princípio, vamos trabalhar com todas as possibilidades. Pode ter sido homicídio e até latrocínio, porque o celular e bolsa dela não foram encontrados", disse.

O crime aconteceu durante um evento de hip-hop do qual Amanda era uma organizadoras. Ela foi vista pela última vez por volta das 22h de sábado, quando disse aos amigos que daria uma saída rápida. Não há consenso, segundo a polícia, se ela recebeu ou não um telefonema antes de se ausentar.

Amanda iria dormir na casa de uma amiga e, depois que ela desapareceu, os amigos começaram e se telefonar, sem saber o paradeiro da estudante, até que contataram a família dela.

"Ontem, demos um busca em toda a região ao redor da Unopar. Nunca imaginei que minha filha estava morta dentro da universidade", disse o pai da jovem. Segundo ele, Amanda não tinha namorado desde que terminou um noivado, há 10 meses.

A Unopar possui um rigoroso sistema de registro de entrada e saída de pessoas, entretanto, na noite do crime, segundo informou Barroso, o acesso a um dos ginásios estava liberado devido ao evento. O acesso às demais dependências do campus, porém, estava restrito à comunidade acadêmica.

Quatro amigas da estudante foram à delegacia de Polícia Civil prestar depoimento. Os pais de Amanda também serão ouvidos, mas, segundo Barroso, a polícia vai aguardar "o casal ter mínimas condições de se pronunciar".

Os laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) ficarão prontos dentro de dez dias.

Redação Terra