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Garoto retido na Inglaterra espera transplante

25 de outubro de 2007 14h23 atualizado às 16h54

Roberson Tavares dos Santos afirmou que quer esquecer o tempo em que ficou longe do filho. Foto: Susan Cruz/Especial para Terra

Roberson Tavares dos Santos afirmou que quer esquecer o tempo em que ficou longe do filho
Foto: Susan Cruz/Especial para Terra

O menino Edygleison Martins dos Santos, 3 anos, que ficou retido por um ano e um mês na Inglaterra, poderá voltar para casa, no interior do Paraná, mas seguirá esperando por um transplante de medula. Edygleison foi internado em um hospital inglês com hematomas pelo corpo e sangramentos, sintomas da Síndrome de Wiscott-Aldrich (SWA). Os médicos acusaram a família do menino de maus-tratos. O pai e a madrasta descobriram a doença na oportunidade e tiveram de retornar ao Brasil sem a criança, porque corriam o risco de ser presos. Eles estavam na Inglaterra ilegalmente. "Minha vida voltou, e agora é vida nova, eu quero esquecer o passado e aproveitar cada minuto dessa nova vida que começou", disse o pai do garoto, Roberson Tavares dos Santos, 24 anos.

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O menino retornou ao Brasil na madrugada de terça-feira e está internado no Hospital de Clínicas (HC), em Curitiba, para o tratamento da doença. A terapia terá de ser feita enquanto ele aguarda um transplante de medula, que é a única solução definitiva para a doença.

Segundo o pai, o menino está sendo muito bem atendido. Ele afirma que o filho recebeu plaquetas, hemoglobina e a medicação necessária para a pele. Roberson afirmou que o governo brasileiro vai arcar com todos os gastos do tratamento do menino.

"O hospital está sendo maravilhoso, não nos faltou nada, e recebemos todo o atendimento necessário e atenção, volto para Umuarama tranqüilo e muito feliz", disse ele. À tarde a família deverá retornar para Umuarama no Paraná, cidade onde mora.

Até que uma medula compatível seja encontrada, a estimativa é de que o garoto tenha que ir a Curitiba uma vez por mês para seguir com o tratamento. "Ele está reagindo muito bem. Não faltando isso que ele precisa no tratamento, ele é uma criança normal, graças a Deus", afirmou.

Roberson diz que sofreu muito durante o período em que ficou afastado do filho, cerca de 1 ano e 1 mês. "Sofri muito esse tempo em que ele estava longe, mas Deus sabe um jeito de trabalhar, e ele voltou, foi emocionante para mim", disse.

"Nós estávamos na Inglaterra quando descobrimos a doença do Edygleison e, por conta de alguns sintomas que a doença apresenta, o hospital suspeitou de agressão física", afirmou.

Os pais foram acusados de maus-tratos e voltaram para o Brasil para não serem presos, já que estavam no país ilegalmente. A desconfiança de agressão surgiu devido a manchas na pele e sangramentos que a criança apresentou ao ser atendida em um hospital inglês. Os sinais, no entanto, eram resultado da doença rara que o menino possui.

Durante o período em que teve que permanecer na Inglaterra o menino ficou com uma família designada pelo serviço de assistência social e outro período com o irmão de Roberson que possui residência fixa na cidade. Na sexta-feira passada, todos os processos que corriam na Inglaterra foram finalizados e a Justiça determinou o retorno de Edygleison para o Brasil.

Redação Terra