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 Senado: servidores sem concurso empregam parentes
23 de outubro de 2007 03h57

Segundo a Folha de S.Paulo, funcionários não-concursados do Senado empregam parentes na Casa. A jornal cita o exemplo da secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra. Cláudia, que foi acusada de tentar beneficiar o presidente afastado Renan Calheiros (PMDB-AL) ao revisar notas taquigráficas de seu depoimento, tem duas filhas, duas irmãs e o cunhado empregados com salários que podem chegar a até R$ 10 mil.

De acordo a publicação, a obrigatoriedade de concurso público para ingresso como funcionário foi estabelecida a partir da Consituição de 1989. Os funcionários alegam que estão em situação legal pois não havia a necessidade quando entraram na Casa.

O jornal cita ainda outros casos de indicações de parentes. Entre eles a filha do senador José Sarney (PMDB-AP). Roseana, hoje senadora peemedebista, foi indicada como funcionária da casa em 1982. Ela está afastada do cargo desde 1990, mas terá direito à aposentadoria de R$ 5 mil mensais.

A Folha lista ainda como funcionários sem concurso que teriam indicações de parentes o ex-secretário-geral do Senado e hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Raimundo Carreiro, o diretor de recursos humanos, João Carlos Zoghbi, e o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia.

Redação Terra