Parmalat e Calu negam compra de leite adulterado

22 de outubro de 2007 • 17h55 • atualizado às 19h37
A análise será feita pelo Lanagro, laboratório do município de Pedro Leopoldo, e pelo Instituto Nacional de Criminalística da PF Foto: Divulgação
A análise será feita pelo Lanagro, laboratório do município de Pedro Leopoldo, e pelo Instituto Nacional de Criminalística da PF
22 de outubro de 2007
Foto: Divulgação

A empresa Parmalat e a Cooperativa Agropecuária Ltda de Uberlândia (Calu) informaram na tarde desta segunda-feira, através de notas oficiais, que não compraram leite adulterado das cooperativas envolvidas na denúncia de suposta adulteração de leite em Minas Gerais e garantiram que os produtos comercializados têm qualidade comprovada. A Calu negou qualquer relação comercial com os suspeitos. A Parmalat disse que compra apenas "leite cru destas cooperativas".

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Conforme o delegado da Polícia Federal Ricardo Ruiz Silva, três amostras de leite da Parmalat foram analisadas e mostraram-se impróprias para consumo. No entanto, ele disse que não há elementos que apontem se a empresa sabia ou não da adulteração feita pelas cooperativas que a abastecem.

A polícia informou que tanto a Parmalat quanto a Calu compram leite da Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale) e da Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), suspeitas de adulterar o produto.

Segundo a nota da Parmalat, a empresa "não adquire produtos processados, envasados ou embalados nas fábricas da Casmil e da Coopervale, citadas na Operação Ouro Branco, mas apenas leite cru dos produtores destas cooperativas". Além disso, a Parmalat afirma que está "de acordo com as especificações físico-químicas da Normativa 51 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento".

A Calu informa, através do comunicado, que "não tem nenhum vínculo comercial (envase, compra ou venda de leite) com as cooperativas" supostamente em adulteração. A cooperativa afirma que "lamenta ter seu nome envolvido neste episódio e reforça que será feita uma avaliação detalhada do caso".

A Polícia Federal recolherá entre hoje e amanhã amostras de leite integral longa vida de todas as marcas no País para análise. A informação é do delegado Ricardo Ruiz Silva.

Hoje foram presas 27 pessoas em Minas Gerais, suspeitas de integrarem um grupo que adulterava 10% do leite produzido com água ou soro, soda cáustica, peróxido de hidrogênio, ácido cítrico, citrato de sódio, sal e açúcar. Segundo a PF, ainda não é possível ter idéia do que o composto pode fazer no organismo humano. Ele passará por uma análise laboratorial.

Redação Terra
 
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