Traficante teria pago juíza para ter proteção

21 de outubro de 2007 • 23h19 • atualizado às 23h21

O colombiano Gustavo Duran Bautista, preso em agosto, no Uruguai, acusado de tráfico internacional de cocaína, teria ligações com uma juíza da Bahia, a quem pagaria propina para ter proteção e favorecimentos em julgamentos.

De acordo com o Fantástico, a juíza Olga Regina Santiago Guimarães e seu marido, Baldoíno Santana, são investigados por causa da suposta ligação com o traficante. Flagrados em interceptações telefônicas da Polícia Federal (PF), Santana e Bautista teriam combinado o pagamento de R$ 39,8 mil ao marido da juíza.

Olga Regina também estaria ajudando o colombiano com um atestado de bons antecedentes, para tentar liberar 3,6 milhões de euros de Bautista que foram apreendidos na França.

Em outubro de 2001, o colombiano e sua mulher, Isabel Rosales, foram presos após serem encontrados quilos cocaína e equipamentos utilizados para o refino da droga na fazenda deles em Juazeiro, na Bahia. Meses depois, a juíza Olga Regina mandou soltá-los.

Nos últimos seis anos, os comparsas de Bautista teriam enviado à Europa cerca de cinco toneladas de cocaína.

O procurador de Justiça da Bahia José Edvaldo Rotondano espera agora a quebra do sigilo bancário, telefônico e fiscal da juíza e o marido. Desde o início das investigações, no mês passado, Olga Regina entrou em férias e não concedeu entrevistas.

Redação Terra
 
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