MPF-SP investiga 158 casos de pornografia infantil

03 de novembro de 2007 • 08h43 • atualizado às 17h26

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

São Paulo


O Ministério Público Federal de São Paulo conta hoje com a dedicação exclusiva de oito procuradores responsáveis pela investigação de 158 casos de divulgação de imagens de pornografia infantil na Internet.

» Confira o especial sobre o tema
» Opine sobre o combate à pedofilia

"No total, incluindo crimes de ódio e racismo, temos mais de 300 investigações em curso. No Brasil, ainda esbarramos na falta de formação e capacitação para essa realidade específica", diz o procurador Sérgio Suiama, um dos integrantes do grupo.

Segundo ele, é essencial ter um sistema de comunicação integrado para o combate ser mais efetivo. "A comunicação entre as autoridades é deficiente. Às vezes, principalmente em relação à pedofilia na Internet, há investigações em várias localidades, mas não há o cruzamento das informações. Em muitos casos, sobre o mesmo fato, há decisões conflitantes. Cada um pede uma coisa", diz.

Um caso recente em que a comunicação funcionou bem aconteceu há dois meses em São Paulo. Depois de uma investigação de mais de três anos, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal conseguiram prender em Osasco um empresário de 32 anos acusado de transmitir por uma webcam o abuso sexual que cometeu contra a própria filha.

Detido, ele foi denunciado por atentado violento ao pudor e pedofilia online (divulgação de pornografia infantil na Internet). Se condenado pelos crimes, o empresário pode pegar de 9 anos e meio a 17 anos e meio de prisão.

O caso chegou ao conhecimento da Polícia Federal por meio de denúncia anônima, que continha a gravação da transmissão.

Suiama cita a dificuldade para a materialização das provas e diz que um dos objetivos do grupo é prevenir a ação das quadrilhas.

"Nesse trabalho, corremos contra o tempo. Assim que uma denúncia é recebida, precisamos recolher as informações o mais rápido possível para que os casos não se multipliquem, e assim barrar a veiculação desse material."

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »