PF prende 15 suspeitos de venda ilegal de madeira

18 de outubro de 2007 • 08h37 • atualizado às 15h15
A PF de Minas Gerais divulgou imagens das cargas de madeira apreendidas durante as investigações Foto: Divulgação
A PF de Minas Gerais divulgou imagens das cargas de madeira apreendidas durante as investigações
18 de outubro de 2007
Foto: Divulgação

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, na Operação Woodstock, pelo menos 15 suspeitos de integrar uma quadrilha de extração e exportação ilegal de madeira. No total, foram expedidos 25 mandados de prisão, que devem ser cumpridos nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Piauí, além do Distrito Federal. A PF conta com a ajuda de um órgão americano para prender um suspeito que estaria nos Estados Unidos.

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A quadrilha atuaria com a venda ilegal do jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra), utilizado para fabricar instrumentos musicais. Segundo informações da PF, a quantidade de madeira necessária para fabricar apenas um violão é vendida nos Estados Unidos por até US$ 800.

O nome do chefe da organização ainda não foi divulgado. Conforme a PF, ele seria um brasileiro com cidadania americana e exportaria a madeira para diversos países, entre eles Estados Unidos e Canadá. Um suspeito está sendo procurado no estado americano de Massachusetts, para onde seria vendida a madeira.

As investigações começaram há cinco meses. O produto era extraído, principalmente, no sul da Bahia e no norte do Espírito Santo, em áreas de Mata Atlântica. Segundo a PF, os criminosos também disponibilizavam informações e produtos para venda por meio de um site na Internet.

Além das prisões, serão cumpridos 67 mandatos de busca e apreensão nos seis Estados. A operação conta com o apoio de 400 policiais federais, da Polícia Militar de Minas Gerais, do Instituto Estadual de Florestas, além de um órgão ambiental dos Estados Unidos.

Esquema
De acordo com a PF, a extração e o envio para outras localidades ocorriam com a participação e conivência de agentes públicos. O corte da madeira era feito sem documentação legal. O transporte ocorria com a utilização de documentos que camuflavam a carga de maior valor em meio a madeiras menos valiosas.

Além disso, notas fiscais frias eram usadas para "esquentar" a madeira. O produto seria enviado para os Estados Unidos pelos Correios e em contêineres. Segundo a PF, os compradores, nacionais e internacionais, destinavam o produto, principalmente, para a confecção de "kits" (fundos, laterais, escalas e cavaletes) para fabricação de instrumentos musicais.

Durante a investigação, a PF apreendeu cargas de madeira em aeroportos nos Estados Unidos e Brasil, tendo os suspeitos afirmado perante as autoridades norte-americana e brasileira que se tratava de madeira distinta do jacarandá, como forma de burlar à fiscalização. Conforme a PF, porém, exames periciais confirmaram tratar-se de madeira proveniente da Mata Atlântica Brasileira.

Redação Terra
 
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