Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
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A declaração foi dada após a operação da Polícia Civil que deixou 12 mortos e 6 feridos, nas favelas da Coréia e do Taquaral, em Senador Camará, na zona oeste da cidade.
Entre as 18 vítimas, há policiais e supostos criminosos, além de quatro moradores, sendo duas crianças. O menino Jorge Kauã Silva de Lacerda, 4 anos, levou um tiro no peito e morreu ao dar entrada no hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste."A polícia tem que, cada vez mais, procurar localizar quem comanda. Esse problema que nós temos no Rio de Janeiro, a sociedade tem que se convencer de que é um problema histórico, é um problema cultural e, portanto, um problema complexo", disse Beltrame.
"Não vai ser com ações leves que nós vamos resolver um problema crônico. Essa situação em que o Rio de Janeiro se encontra não começou em janeiro de 2007", completou.
O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Gilberto Ribeiro, disse que as investigações que levaram a polícia a fazer a operação duram três meses.
Balanço
Segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública, a operação nas favelas da Coréia e do Taquaral resultou na prisão de 10 suspeitos e no recolhimento de 2 menores.
Foram apreendidos 6 pistolas, 5 fuzis, 4 granadas, 1 metralhadora, 4 rádios-transmissores e munições, além de quantidade não informada de maconha e cocaína. O trabalho contou com a participação de mais de 300 agentes de 11 delegacias, com o objetivo de encontrar um paiol de armas.
Redação Terra