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"Já pedimos colaboração dos Estados Unidos para dar continuidade às nossas investigações", informou a delegada da PF Érika Tatiana Nogueira.
Segundo o coordenador de Inteligência da Receita Federal, Gerson Schaan, o esquema consistia basicamente em operações simuladas de compra e venda para blindar as duas empresas multinacionais, cujos nomes passavam ao lago dos controles americanos e brasileiros. Schaan explica que as empresas brasileiras faziam contato direto com a multinacional. O pedido era realizado junto ao escritório importador da multinacional que ficava no Brasil e empresa americana enviava as mercadorias com descontos que variavam entre 40 e 70% do valor final.
"O que impressionou foi o envolvimento de multinacional que é a beneficiária final do esquema. Ela conseguiu colocar no mercado brasileiro produtos a um preço muito inferior do que deveria ser praticado" afirmou Schaan.
Além da multinacional, o escritório importador da empresa no Brasil e as empresas compradoras agiam sabendo que tudo era fraudulento. As compras eram feitas na multinacional e repassadas para outros dois entrepostos.
Foram apreendidos em espécie US$ 290 e R$ 240 mil; US$ 10 milhões em mercadorias; um avião e 18 veículos.
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