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 Uerj: volta às aulas ocorre de forma precária
09 de outubro de 2007 01h48

Uma semana após o incêndio no Bloco F, a Uerj voltou ontem às aulas. Só que pelo menos cinco turmas, em protesto contra a falta de manutenção da universidade, assistiram a aula no estacionamento, sentados no chão. Dois professores chegaram a aplicar provas do lado de fora. Nas salas, muitas queixas de paredes sujas pela fumaça, cheiro de queimado, banheiros fechados e bebedouros sem água.

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O secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, porém, alegou que parecer do Corpo de Bombeiros assegura que o prédio está "em perfeitas condições de uso".

Depois das aulas, duzentos alunos - segundo os organizadores - realizaram manifestação contra os minguados recursos para a Uerj. O pedido de orçamento de R$ 1,1 bilhão anualmente é reduzido em pelo menos 40%. Três dias após o incêndio, desabou forro do teto da sala de pós-graduação da Faculdade de Odontologia, no Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel.

A Uerj ainda não tem levantamento sobre o total necessário para recuperar o prédio atingido pelo incêndio. Técnicos da Empresa de Obras Públicas (Emop) elaboram o orçamento. O teto da Odontologia também será reparado com recursos emergenciais.

A Secretaria de Ciência e Tecnologia informou já ter obtido a liberação de R$ 2 milhões da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa) para recuperar o Proderj (Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro, que funciona na Uerj e teve cabos de transmissão atingidos no incêndio. Nos próximos dias, a fundação deverá liberar mais R$ 250 mil para recuperação das sub-reitorias de graduação e de pós-graduação e pesquisa. Segundo Alexandre Cardoso, a Secretaria Estadual de Educação ofereceu R$ 12 milhões para auxiliar nas obras.

Manifestação à tarde
Aluna do 6º período de Ciências Sociais, Maria Cândido Frederico, 20, se espanta com buraco no corredor do 9º andar, de onde é possível ver turma no 8º. "Quando entrei na faculdade, vibrei. Achei que tudo era diferente", diz ela, que participa de novo ato hoje, às 14h, contra a falta de manutenção nos prédios da Uerj. A concentração ocorrerá em frente ao prédio do Pavilhão Reitor João Lyra Filho. "Vamos discutir a possibilidade de outro ato no Palácio Guanabara, semana que vem", conta Felipe Lemos, 20, do 4º período de Ciências Atuariais, membro do Conselho de Comunicação Estudantil. O Conselho Universitário, com representantes de todos os setores da universidade, discute amanhã a crise.

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