O líder do Slow Food Brasília, Carlyle Vilarinho, explica que o Terra Madre reúne comunidades da pequena agricultura familiar que produzem alimentos tradicionais e engloba desde colônias como a riograndensse até nações indígenas, passando por quilombolas e produtores tracionais comuns. A vantagem, segundo ele, é encontrar "produtos exóticos que algum dia fizeram parte do universo culinário dos antepassados, como queijo feito a base de leite não-desnatado da Serra da Canastra, e que não estão nas prateleiras dos supermercados".
Foi criado um Espaço Gourmet no 1º Terra Madre Brasil, onde 26 chefes de cozinhas promovem oficinas de degustação, além de almoços e jantares. Uma das convidadas para o encontro é a chefe Beth Beltrão, do Viradas do Largo, em Tiradentes (MG). Ela, que aderiu ao movimento há quatro anos, acredita que é preciso mudar os hábitos alimentares do brasileiro. "A correria do dia-a-dia influencia nos hábitos alimentares das pessoas. Hoje na pressa se come qualquer coisa. É preciso comer com tranqüilidade, e não apenas para matar a fome", diz ela.
De acordo com a assessoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a renda obtida no Espaço Gourmet será revertida para comunidades produtoras de alimentos especiais que correm risco de extinção e que preservam a culinária regional.
O movimento Slow Food, que tem como símbolo um caracol, surgiu na Itália em 1986 como contraponto a Fast-Food, chamada comida rápida. Hoje o movimento conta com mais de 80 mil associados em 120 países e no Brasil tem ainda o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
- Agência Brasil


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