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Encontro estimula "refeições lentas" em Brasília

06 de outubro de 2007 15h36 atualizado às 16h15

Valorizar o pequeno agricultor familiar e fazer com que exista um intercâmbio direto entre consumidor e produtor por meio de um resgate da culinária consciente e do prazer de comer. Esse é um dos objetivos do 1º Encontro Ecogastronômico Terra Madre Brasil realizado simultaneamente a 4ª Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária, em Brasília, de 04 e 07 de outubro. O evento é uma parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o movimento Slow Food Internacional, que prega a proteção ao meio ambiente e a saúde do consumidor.

O líder do Slow Food Brasília, Carlyle Vilarinho, explica que o Terra Madre reúne comunidades da pequena agricultura familiar que produzem alimentos tradicionais e engloba desde colônias como a riograndensse até nações indígenas, passando por quilombolas e produtores tracionais comuns. A vantagem, segundo ele, é encontrar "produtos exóticos que algum dia fizeram parte do universo culinário dos antepassados, como queijo feito a base de leite não-desnatado da Serra da Canastra, e que não estão nas prateleiras dos supermercados".

Foi criado um Espaço Gourmet no 1º Terra Madre Brasil, onde 26 chefes de cozinhas promovem oficinas de degustação, além de almoços e jantares. Uma das convidadas para o encontro é a chefe Beth Beltrão, do Viradas do Largo, em Tiradentes (MG). Ela, que aderiu ao movimento há quatro anos, acredita que é preciso mudar os hábitos alimentares do brasileiro. "A correria do dia-a-dia influencia nos hábitos alimentares das pessoas. Hoje na pressa se come qualquer coisa. É preciso comer com tranqüilidade, e não apenas para matar a fome", diz ela.

De acordo com a assessoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a renda obtida no Espaço Gourmet será revertida para comunidades produtoras de alimentos especiais que correm risco de extinção e que preservam a culinária regional.

O movimento Slow Food, que tem como símbolo um caracol, surgiu na Itália em 1986 como contraponto a Fast-Food, chamada comida rápida. Hoje o movimento conta com mais de 80 mil associados em 120 países e no Brasil tem ainda o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Agência Brasil