PR: 500 fazem vaia coletiva contra governo

29 de setembro de 2007 • 17h12 • atualizado às 18h26
Nós temos potencial, mas esse potencial está indo pro lixo, um dos organizadores do movimento, Marcelo Antunes Foto: Susan Cruz/Especial para Terra
"Nós temos potencial, mas esse potencial está indo pro lixo", um dos organizadores do movimento, Marcelo Antunes
29 de setembro de 2007
Foto: Susan Cruz/Especial para Terra

Susan Cruz
Direto de Curitiba

Curitiba


O movimento nacional "Ética já" reuniu cerca de 500 pessoas na Boca Maldita, no centro de Curitiba (PR) na tarde deste sábado. Os manifestantes realizaram uma vaia coletiva contra a corrupção, a crise aérea e supostos esquemas de fraude, como o mensalao e os sanguessugas. Mais de 15 cidades brasileiras participaram do grito simultaneamente em todo o País.

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Segundo um dos organizadores na capital, Marcelo Antunes, o movimento é apartidário e sem vínculo com nenhuma organização. "É um movimento espontâneo, de classe média, e principalmente um protesto contra a atuação do governo", afirma.

Diversas pessoas desabafaram no microfone contra o governo. Durante um dos discursos, fotos de Hugo Chavez e Fidel Castro foram queimadas em sinal de protesto contra esses regimes.

A passeata seguiu rumo à praça Santos Andrade, onde Antunes discursou sobre as últimas denúncias de supostas fraudes ocorridas no governo federal. "Nós temos potencial, mas esse potencial está indo pro lixo. Nós temos liberdade de protestar, é o que nos resta", disse.

A jovem Daniele Yokoyama declarou que está indignada: "a indignação é macro, o que acontece é que não é a voz do povo que manda, o sistema não funciona. A gente não é otário", desabafou.

Maria de Lourdes Gasparim, 84 anos, também saiu à rua para protestar. "O povo tem que sair as ruas sim, e lutar pelos seus direitos. Eu estou aqui", afirmou.

Redação Terra
 
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